
Descrita pela irmã como "alegre, sorridente e de bem com a vida", Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta na noite de terça-feira (13), em Canguçu, no sul do Estado. O caso é investigado como feminicídio.
— Ele tirava toda a alegria dela e a vontade de viver — afirma a irmã, Betina Foster, ao se referir ao companheiro de Letícia, William Bizarro Porto, de 36 anos, preso por suspeita de tê-la matado.
— Ela trabalhava, porém ele tirou até isso, buscava ela no serviço, batia nela, agredia, arrancava ela do trabalho. Fez ela parar de trabalhar, tirou a vontade de viver dela — relata Betina.
Segundo a irmã, o cunhado era ciumento e não deixava ela sequer ter celular.
— Quando ela comprava, ele quebrava o celular. Cuidava com quem ela falava, inclusive comigo, com a minha mãe. Ele cuidava o que ela estava falando e com quem estava falando — detalha.
Letícia deixou dois filhos. O mais novo, de 4 anos, é filho do suspeito e, de acordo com a irmã, testemunhava as agressões.
— Ele fazia essas agressões e não perdoava ninguém. Não tinha receio de ninguém. Ele era muito manipulador — alega.
Filha amorosa e preocupada
A mãe Jane Foster conta que Letícia era muito amorosa.
— Sempre preocupada comigo e com os filhos — afirma. — Ela aguentava muita coisa dele para nos salvar. Ela teve que parar de trabalhar porque ele ia lá e fazia barraco, ele fazia horrores.
Agora, a mãe espera por justiça.
— Eu quero que ele pague por tudo que ele fez, por cada dor que ele causou nela e em nós — disse. — Nós sempre tratávamos ele muito bem e ele fez isso com a minha filha. Ele acabou com a minha vida, eu não tenho mais felicidade.
Violência contra a mulher
Suspeito já havia sido preso por descumprir medidas protetivas
A Polícia Civil não revelou a identidade do suspeito, mas a reportagem de GZH apurou que se trata de William Bizarro Porto. Ele possuía histórico de violência doméstica. Em 2025, Letícia registrou ocorrência por lesão corporal e relatou que foi ferida no braço com uma faca.
A vítima solicitou medidas protetivas de urgência, que foram descumpridas mais de uma vez pelo investigado. William foi preso em março do ano passado, mas foi solto em agosto.
O corpo de Letícia foi encontrado com sinais de degolamento no final da tarde de terça-feira, em uma área de mata na zona rural de Canguçu.
O investigado já havia sido preso em flagrante na manhã de terça-feira (13), por tráfico de drogas, em Bagé, na Campanha, mas, com o avanço das investigações e a localização do corpo da vítima, a polícia formalizou o pedido de prisão preventiva pelo crime de feminicídio.
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