
Em audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira (23), a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do ex-vereador de Pelotas Roger Ney, suspeito por estupro de vulnerável contra uma menina menor de idade.
O advogado Felipe Matielo, responsável pela defesa de Roger Ney, afirmou que irá recorrer da decisão que manteve a prisão preventiva. Ele foi preso por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente (DPCA) na quarta-feira (22).
A audiência de custódia é a primeira oportunidade que o suspeito tem de ser ouvido por um juiz após a prisão e serve para atestar a legalidade da prisão. Além do preso, também são ouvidos a defesa e o Ministério Público (MP).
Segundo a Polícia Civil, o inquérito já foi concluído e encaminhado ao MP, que deverá formalizar a denúncia à Justiça. A identidade do suspeito não foi divulgada pela polícia, mas foi confirmada por fontes à reportagem de GZH.
Os próximos passos incluirão a oitiva do suspeito e de testemunhas, além da coleta de provas. Por ser menor de idade, a vítima será ouvida em um depoimento especial.
A Lei da Escuta Protegida, de 2017, busca garantir os direitos de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, além de evitar a revitimização e mais sofrimento à vítima.
Roger Ney foi vereador entre 2013 e 2020, eleito pelo Partido Progressista (PP). Após o mandato, ele passou a atuar como empresário na cidade.
O advogado Felipe Matielo, que representa Roger Ney informou que, por enquanto, não vai se manifestar sobre o caso, que tramita sob sigilo para preservar a vítima.
Atualmente, ele é filiado ao MDB, que divulgou nota afirmando que não compactua com "conduta ilícita ou criminosa" e que Roger Ney não participa ativamente do partido.
Nota do MDB
"O Partido MDB (Movimento Democrático Brasileiro) - Pelotas, vem a público manifestar-se em relação às recentes notícias envolvendo o filiado Vitor Roger Machado Ney, que responde a investigação em curso.
O partido, de forma categórica, não corrobora, apoia ou compactua com qualquer ato que possa configurar conduta ilícita ou criminosa, sejam elas de natureza política, administrativa ou pessoal.
Ressaltamos, contudo, o respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, aguardando as devidas apurações das autoridades competentes antes de qualquer juízo definitivo sobre os fatos.
Importa esclarecer que o referido filiado não tem exercido participação ativa nas últimas atividades, não é membro do diretório, nem participou dos últimos atos oficiais do partido, estando afastado de qualquer função de representação ou decisão.
Pelotas, 23 de outubro de 2025.
Danilo Rodrigues
Presidente do MDB Pelotas"

