
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Junção, em Rio Grande, passará a restringir parte dos atendimentos a partir das 7h desta segunda-feira (20).
Com a medida, pacientes classificados com risco azul e verde, casos de menor gravidade, serão orientados a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Os atendimentos de urgência e emergência permanecerão normalmente.
A decisão foi aprovada em assembleia realizada na última quarta-feira (15) pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e pelo Sindicato Médico de Rio Grande (Simerg).
Segundo as entidades, a restrição ocorre em razão do atraso no pagamento dos médicos referentes ao mês de março, situação que afeta cerca de 80 profissionais que atuam na unidade.
Os médicos da UPA da Junção prestam serviços por meio de empresas médicas contratadas como pessoas jurídicas (CNPJ).
O número de aproximadamente 80 profissionais é uma estimativa informada pelas entidades médicas.
Para regularizar a situação, o Município quer depositar o valor de R$ 827.283,38 em uma conta vinculada ao processo judicial, para que, posteriormente os recursos sejam liberados diretamente aos profissionais, sem passar pela organização social. Porém, para isso, ainda estão aguardando a decisão judicial.
Em nota, o IBSaúde informou que a única pendência financeira remanescente refere-se aos serviços prestados em março de 2026.
Nota da íntegra do IBSaúde:
"O Instituto Brasileiro de Saúde, Ensino, Pesquisa e Extensão para o Desenvolvimento Humano (IBSAÚDE), organização social responsável pela gestão da UPA 24 Horas Junção, vem prestar esclarecimentos sobre a situação dos pagamentos aos médicos que atuam na unidade.
O IBSAÚDE informa que encaminhou comunicação oficial aos sindicatos autores da Ação Civil Pública, apresentando comprovação de todos os pagamentos realizados aos médicos ao longo do período de contratação.
A única pendência remanescente refere-se aos serviços prestados no mês de março de 2026. O Município de Rio Grande reconhece que os valores relativos aos honorários médicos de março de 2026 são incontroversos — tanto que motivaram o ajuizamento, pelo próprio Município, de ação de consignação em pagamento. E assim que forem repassados ao Instituto, serão quitadas as notas fiscais relativas aos serviços prestados no mês de março de 2026.
A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, com a regularidade dos pagamentos aos profissionais de saúde e com a continuidade da prestação dos serviços de urgência e emergência à população de Rio Grande, permanecendo à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários."

