
As mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram 15% em duas semanas em Rio Grande. O número de óbitos passou de 26 para 30, conforme o boletim mais recente da Secretaria Municipal da Saúde.
A SRAG é caracterizada por um quadro respiratório grave que geralmente se inicia como uma síndrome gripal e evolui com sintomas como falta de ar, desconforto respiratório, dor persistente no peito e queda na saturação de oxigênio. A doença pode ser causada por vírus como Influenza, Covid-19, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e metapneumovírus.
Influenza lidera internações
Entre os vírus identificados nos pacientes hospitalizados, a Influenza segue como a principal causa dos casos graves.
O boletim registra 51 internações associadas ao vírus da gripe, seguido por 37 casos de rinovírus, 10 de Covid-19, cinco de VSR e três de metapneumovírus. Outros 151 pacientes permanecem classificados como SRAG não especificada, quando não é possível identificar o agente causador.
Dos 30 óbitos registrados neste ano, 10 foram relacionados ao rinovírus, seis à Influenza, dois à Covid-19, um ao VSR e um ao metapneumovírus. Outros 10 permanecem sem identificação do vírus responsável.
Ainda segundo a Secretaria da Saúde, 29 mortes ocorreram em hospitais e uma em uma unidade de pronto atendimento.
O aumento dos casos ocorre em meio à pressão sobre a rede hospitalar da cidade. Nesta semana, a Santa Casa de Rio Grande iniciou a operação de novos leitos de UTI para ampliar a capacidade de atendimento durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Cobertura vacinal segue abaixo da meta
A vacinação contra a gripe continua sendo apontada como a principal medida para prevenir casos graves, mas a cobertura entre os grupos prioritários segue abaixo do esperado.
Em Rio Grande, 56,9% dos idosos, 43,1% das crianças de seis meses a seis anos e 44,1% das gestantes receberam a vacina contra a Influenza.
Ao todo, o município aplicou 54.994 doses, o que representa uma cobertura de 53,5% do público prioritário.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância da imunização, especialmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades, grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença e necessitar de hospitalização.
— É importante reforçar a vacinação para Influenza, pois é a medida mais eficaz. A maioria dos óbitos não estava vacinada — enfatiza a chefe da Vigilância em Saúde de Rio Grande, Michele Menezes.
Como se proteger
- Mantenha as vacinas em dia. A vacinação ajuda a prevenir doenças respiratórias e reduz o risco de casos graves.
- Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool 70%, principalmente antes das refeições e após tossir ou espirrar.
- Pratique a etiqueta respiratória, cobrindo o nariz e a boca com um lenço descartável ou com o antebraço ao tossir ou espirrar.
- Evite tocar os olhos, o nariz e a boca com as mãos não higienizadas.
- Mantenha os ambientes ventilados e, sempre que possível, evite locais fechados e aglomerações.
- Adote hábitos saudáveis, com alimentação equilibrada, hidratação adequada e prática regular de atividades físicas.
- Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, garrafas e talheres.
Cuidados com as crianças
- Mantenha a vacinação em dia.
- Incentive a higiene frequente das mãos.
- Higienize brinquedos e objetos de uso frequente, principalmente quando forem compartilhados.
- Mantenha os ambientes bem ventilados.
- Se a criança apresentar sintomas respiratórios, evite levá-la a ambientes coletivos, sempre que possível.
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