
A Santa Casa de Rio Grande abrirá 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a partir de 1º de julho. A medida busca reduzir a superlotação do pronto-socorro, que nesta sexta-feira (26) atingiu 185,7% de ocupação, o maior índice registrado pela instituição nesta semana.
O anúncio foi feito pelo presidente da Santa Casa, Renato Silveira, em entrevista ao programa Gaúcha Hoje Zona Sul, um dia após o hospital divulgar um alerta orientando a população a procurar a emergência apenas em casos de urgência e emergência.
Segundo Silveira, a ampliação permitirá desafogar principalmente o atendimento aos pacientes graves que permanecem no pronto-socorro à espera de uma vaga de internação.
— A partir do dia 1º de julho nós teremos a abertura de mais 10 leitos de UTI. Hoje temos 19 leitos, que são insuficientes. Há três anos alertamos que essa quantidade não atende à demanda da comunidade e dos municípios da região — afirma.
De acordo com o presidente, somente na quinta-feira (25), 11 pacientes aguardavam uma vaga em UTI dentro da emergência. Destes, seis estavam em ventilação mecânica.
— Esses novos leitos certamente vão tirar essa sobrecarga e dar um alívio à superlotação, principalmente dos pacientes graves que permanecem dentro da emergência aguardando internação — acrescenta.
Além da ampliação da UTI, a instituição abriu recentemente 10 novos leitos de internação destinados a pacientes com síndromes respiratórias, permitindo a transferência de pessoas estabilizadas no pronto-socorro.
Emergência registra maior ocupação da semana
Após operar com 152,38% de ocupação na quinta-feira (25), a emergência voltou a registrar aumento da demanda e alcançou 185,7% nesta sexta-feira.
Segundo a Santa Casa, os atendimentos concentram-se principalmente em pacientes da clínica médica, seguidos por casos de acidente vascular cerebral (AVC), cardiologia, doenças renais, síndromes respiratórias e atendimentos ambulatoriais.
Na quinta-feira, todos os 50 pontos de cuidado da emergência já estavam ocupados, obrigando o hospital a acomodar pacientes em macas e outros espaços da estrutura.
Conforme Silveira, a superlotação tem sido recorrente nas últimas semanas, impulsionada pelo aumento das doenças típicas do inverno.
— Nos últimos 20 a 30 dias temos registrado ocupação entre 150% e 160%. Chegamos a atingir 170% em alguns momentos. O frio agrava as doenças respiratórias e também os problemas cardíacos, aumentando a procura pelo pronto-socorro — explica.
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