
A abertura do novo Hospital Regional de Pronto Socorro (HRPS) de Pelotas, inicialmente prevista para o final de junho, foi adiada em ao menos 30 dias e ficará somente para julho. Segundo o prefeito Fernando Marroni (PT), foi identificada uma falha no projeto do sistema de ar-condicionado central.
— É um projeto que foi implementado na Bahia e não previu água quente para higiene dos quartos, etc. Então, não tem uma linha de água quente no hospital e isso é problema para nós no inverno [...] É um problema de concepção que só foi identificado quando se colocou para operar — afirma Marroni.
De acordo com o prefeito, a empresa responsável pelo sistema já está trabalhando nas modificações necessárias para o funcionamento. Outra falha encontrada no projeto foi a falta de bases para os tanques de oxigênio.
Quando o novo HRPS começar a operar, deve haver um período de transição de cerca de 20 dias entre a atual estrutura, anexa ao Hospital Universitário São Francisco de Paula (Husfp), e o novo prédio, que será gerido pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Nesta fase, devem ser realizados testes em equipamentos e simulações antes de se receber pacientes.
— Não vamos ter grandes prejuízos, o importante é começar bem. Vamos fazer todos os testes, porque não podemos desmobilizar o Pronto Socorro e começar a operar um novo e ter um problema sem ter como recuar. O GHC está tomando todos os cuidados para que quando começar a operar, não tenha nenhum problema de equipamento — garante.
Fundação vai assumir funcionários
Para assumir o vínculo trabalhista dos funcionários do atual Pronto Socorro, foi criada a Fundação Municipal Hildete Bahia da Luz. Atualmente, os trabalhadores são ligados à Apac (Associação Pelotense de Assistência e Cultura), gestora do Husfp. A criação da entidade foi aprovada pela Câmara de Vereadores em lei sancionada nesta segunda-feira (15).
Para entrar em funcionamento, a entidade ainda depende de um estatuto, que deve ser publicado nos próximos dias. Segundo Marroni, o vínculo dos trabalhadores deve mudar antes mesmo da migração para o novo prédio.
— Nós vamos fazer a migração ainda com o funcionamento do antigo Pronto Socorro. Depois, quando for para o novo Pronto Socorro, já vai estar tudo resolvido — comenta.
A fundação foi proposta após um termo de ajustamento de conduta (TAC) entre o município e a Apac, mediado pelo Ministério Público. A fundação garante a manutenção de uma equipe de mais de 350 funcionários e evita um passivo trabalhista superior a R$ 40 milhões, que seria assumido pela Apac.
Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.





