
A direção da Santa Casa de Rio Grande segue alertando a superlotação no pronto-socorro do hospital e pediu que apenas casos graves sejam encaminhados para a emergência. Na manhã desta segunda-feira (11), o presidente da instituição, Renato Silveira, afirmou que pacientes com quadros menos urgentes devem procurar unidades básicas de saúde (UBSs) e UPAs do município.
Atualmente, o pronto-socorro opera com 119% da capacidade. O setor possui 13 leitos de retaguarda e 18 pontos de cuidado — estruturas destinadas ao atendimento de urgência e emergência —, mas atende hoje 25 pacientes. Desses, 21 aguardam leitos de internação e quatro estão em consulta.
Segundo Renato, o hospital adotou medidas emergenciais para tentar ampliar a capacidade de atendimento diante da alta demanda registrada nos últimos meses.
— Nós tínhamos 13 leitos de retaguarda e abrimos mais oito, em uma sala com oito leitos, justamente para trazer melhor conforto e ampliar a acomodação dos pacientes no pronto-socorro — afirmou.
A instituição chegou a registrar, em abril, um índice de ocupação de 170% na emergência. Apesar da redução nas últimas semanas, o hospital segue acima da capacidade instalada.
— É importante que as pessoas tomem consciência de que temos uma porta aberta e precisamos atender quem chega. Mas os casos não tão graves podem ser atendidos nas UBSs e nas UPAs, deixando o pronto-socorro e a emergência para os pacientes com maior gravidade — disse o presidente da Santa Casa.
Nas últimas semanas, o hospital já havia relatado aumento nas internações por síndromes respiratórias, além da alta demanda por atendimentos cardiológicos, casos de acidente vascular cerebral (AVC), saúde mental e traumas.

