
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Rio Grande começarão a oferecer, nos próximos meses, um novo método de rastreamento do câncer de colo do útero pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A tecnologia é baseada no teste de DNA-HPV e deve substituir gradualmente o exame Papanicolau. O teste é capaz de detectar 14 tipos de HPV de alto risco antes mesmo do surgimento de lesões no colo do útero, ampliando as chances de prevenção e tratamento precoce.
Além disso, a principal diferença em relação ao método tradicional é a capacidade de identificar pacientes de maior risco antes mesmo do aparecimento de lesões.
Enquanto o Papanicolau detecta alterações já existentes, o novo exame atua de forma mais preventiva, permitindo acompanhamento antecipado e tratamento precoce.
O rastreamento será voltado para mulheres e pessoas com útero entre 25 e 64 anos. Outra mudança prevista no protocolo é o intervalo entre os exames. Em casos com resultado negativo, o teste poderá ser repetido apenas a cada cinco anos.
Segundo o Ministério da Saúde, o exame começou a ser implementado no SUS entre 2025 e 2026 com tecnologia nacional desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Profissionais iniciam capacitação para implantação do teste
Embora a coleta permaneça semelhante à do Papanicolau, a análise do material será diferente. Antes, as células eram colocadas em uma lâmina.
Agora, a amostra será armazenada em um frasco com líquido e encaminhada para análise laboratorial por meio de teste PCR, que identifica a presença do DNA do vírus.
Para preparar a implantação do novo sistema, nesta terça-feira (12) 35 profissionais da rede municipal foram qualificados para a implantação do novo método. A capacitação foi promovida pela Secretaria Estadual de Saúde.
— Foram capacitados apoiadores técnicos, a coordenação do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher e enfermeiras das Unidades de Saúde da Família. Estamos iniciando um processo muito importante de qualificação da assistência em saúde da mulher e da pessoa com útero em Rio Grande — afirma Adriane Goularte Pinto, superintendente de Atenção Primária à Saúde.
Além desta primeira tarde de capacitação, outros encontros também devem ser realizados para aprimoramento dos profissionais.
— As próximas etapas serão as capacitações in loco nos municípios, organização dos fluxos da rede de saúde desde a coleta do material, envio para análise no laboratório Lacen e recebimento dos resultados — explica Adriane.
A previsão é que o método esteja disponível em todas as UBSs até o final de 2026.
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