
Desde o início de abril, o Pronto-Socorro de Pelotas enfrenta aumento na demanda por atendimentos e opera com cerca de 110% de ocupação. Segundo a Rede de Urgência e Emergência (RUE) do município, o cenário é atribuído ao crescimento de casos de doenças pulmonares, cardiovasculares, oncológicas, além de traumas e ocorrências cerebrovasculares.
A unidade conta com 65 leitos, sendo 10 de emergência, 10 pediátricos e 45 leitos de corredor. Conforme o diretor da RUE, Marcelo Rodrigues da Rosa, a maior pressão está concentrada justamente nos leitos de corredor, enquanto os leitos de emergência não estavam lotados nesta quarta-feira (15).
Apesar da alta ocupação, o tempo médio de espera no Pronto-Socorro é de aproximadamente 20 minutos. Segundo o diretor, pacientes em estado grave, que chegam por meio do Samu, Corpo de Bombeiros ou ambulâncias, recebem atendimento imediato.
— A demora maior nas filas são os casos não graves. Os pacientes que são ficha azul e a ficha verde [quadros menos graves], que deveriam ser atendidas na atenção primária. Às vezes eles não procuram a UBS e vão no serviço de urgência — explica.
Preparação para o inverno
Com a proximidade do inverno, período em que a demanda tende a aumentar, a prefeitura anunciou medidas para ampliar a capacidade de atendimento. Em março, foi lançado um edital para contratação de 20 novos leitos hospitalares destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o município, os contratos estão em fase de formalização para permitir a transferência de pacientes e aliviar a pressão sobre o Pronto-Socorro.
— O Pronto-Socorro, junto com a Secretaria Municipal de Saúde, realiza a compra desses leitos para ter um giro maior e também reduzir o tempo de permanência nos hospitais — afirma Rosa.
O diretor destaca que, durante o período de frio, há um aumento significativo de casos graves, especialmente entre pacientes com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e câncer. Entre os quadros mais comuns estão complicações pulmonares, infecções, infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Pacientes oncológicos, por exemplo, frequentemente procuram o Pronto-Socorro em razão de infecções e intercorrências relacionadas ao tratamento, contribuindo para o aumento da demanda na unidade.
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