
Representantes do município de Rio Grande participaram, nesta terça-feira (7), de uma reunião no Ministério da Saúde, em Brasília, para tratar da ampliação e repactuação de recursos destinados à Santa Casa do Rio Grande.
A agenda ocorre em meio a um cenário de crise financeira enfrentado pelo hospital, que acumula atrasos no pagamento de cerca de 80 médicos desde novembro do ano passado.
Na reunião, que contou com a presença da prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, e de representantes do Ministério da Saúde, foi discutida a ampliação do teto Média e Alta Complexidade (MAC), que define o volume de recursos federais repassados para serviços hospitalares.
Além disso, foi debatida a realização de um diagnóstico detalhado da situação financeira da instituição.
O objetivo é viabilizar a habilitação de novos serviços e ampliar a oferta assistencial, o que pode resultar em aumento de repasses do Fundo Nacional de Saúde.
Segundo a prefeita Darlene Pereira, na próxima semana uma equipe técnica da pasta irá se reunir com a direção da Santa Casa e analisar documentos financeiros da instituição. A expectativa é de que, após a visita, seja publicada uma portaria oficializando o aumento de recursos.
Crise financeira e risco de paralisação
A mobilização por mais recursos ocorre em meio a uma situação considerada delicada no hospital. Cerca de 80 médicos do corpo clínico avaliam a possibilidade de paralisação ou desligamento em massa dentro de 30 dias, devido ao atraso nos pagamentos.
De acordo com o Sindicato Médico de Rio Grande (Simerg), os profissionais não recebem integralmente desde novembro do ano passado, quando foi pago apenas 50% dos honorários. Os médicos atuam no modelo de Pessoa Jurídica (PJ), o que, segundo a entidade, pode resultar em demissões em caso de paralisação.
Em nota oficial, a Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande reconheceu a legitimidade das reivindicações e lamentou os atrasos. A instituição atribui o déficit mensal à insuficiência de repasses e à falta de recomposição do teto MAC.
Segundo o hospital, a direção segue em busca de recursos, especialmente junto ao Ministério da Saúde, para possibilitar a regularização dos pagamentos e a manutenção dos serviços prestados à população.
