
A Coorte de Nascimentos de 2026 já acompanha 824 recém-nascidos em Pelotas. Realizado a cada 11 anos, o estudo acompanha todos os nascimentos do município desde o parto, junto às mães. O objetivo é entender como fatores sociais, econômicos, ambientais e biológicos influenciam a saúde ao longo da vida.
A edição de 2026 dá continuidade a uma série iniciada em 1982, com estudos também realizados em 1993, 2004 e 2015.
O trabalho é conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia (PPGEpi) da UFPel, com monitoramento diário nos cinco hospitais da cidade. O acompanhamento permite identificar, de forma contínua, bebês elegíveis — filhos de mães residentes na zona urbana.
Queda nos nascimentos
Um dos principais pontos observados até agora é a redução no número de nascimentos no município em relação à última coorte.
Em 2015, Pelotas registrou 4.275 nascimentos. Para 2026, a projeção é de cerca de 3 mil. A queda acompanha uma tendência nacional de diminuição das taxas de fecundidade.
Segundo o PPGEpi, o ritmo de inclusão dos participantes está dentro do esperado.
Desafio é manter participação
A adesão das famílias aparece como um dos principais desafios desta edição.
— A Coorte de 2026 tem o compromisso de manter a alta participação das famílias, característica das edições anteriores. Hoje há mais pesquisas em andamento e também maior cautela das pessoas em relação ao compartilhamento de dados — afirma a coordenadora Bruna Gonçalves.
Para enfrentar o cenário, a equipe tem reforçado estratégias de acolhimento durante a abordagem às famílias.
— Cada família incluída é fundamental para garantir a qualidade da pesquisa e a representatividade dos resultados — completa.
Com a nova edição, Pelotas se mantém como a única cidade do mundo com cinco coortes de nascimentos acompanhadas por mais de 40 anos.
Nome mais registrados
Entre os bebês incluídos no estudo deste ano, alguns nomes se destacam pela frequência.
Entre as meninas, Cecília e Aurora lideram, com 20 registros cada. Na sequência aparecem Helena (19), Antonella (16) e Sophia (13). Entre os meninos, Arthur e Ravi são os mais comuns, com 17 registros, seguidos por Anthony (13), Theo (12) e Isaac (11).
Para a análise, a equipe utilizou agrupamento fonético, considerando diferentes grafias como um mesmo nome.
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