O combate ao mosquito Aedes aegypti tem ganhado reforço em Rio Grande com a intensificação das visitas domiciliares feitas por agentes de combate a endemias. Atualmente, o município conta com 121 agentes, sendo 85 diretamente responsáveis pelas visitas às residências. Ao todo, são cerca de 124 mil imóveis cadastrados para fiscalização.
Diariamente, cada agente visita em média 39 locais, em um trabalho que inclui identificação de possíveis criadouros e ações educativas junto aos moradores. O trabalho busca reduzir o número de focos do mosquito na cidade, que está crescendo semanalmente.
Conforme o boletim epidemiológico mais recente, divulgado na segunda-feira (6), Rio Grande já soma 284 focos do mosquito desde o início do ano. O maior número está concentrado no Centro, com 60 registros. Até o momento, nenhum caso da doença foi contabilizado.
Durante as visitas, os agentes utilizam coletes identificadores, crachá da prefeitura e equipamentos de proteção. O trabalho de conscientização nem sempre é fácil. Além do combate o mosquito, os profissionais também enfrentam resistência por parte da população:
— Nossa maior problemática são as casas fechadas e a resistência das pessoas. Algumas ficam reclamando: "Ah, tu vieste aqui semana passada, vais vir de novo?". E sim, a gente fica fazendo delimitação de foco, fica fazendo essas visitações, então acaba retornando — comenta Michele Menezes, superintendente da Vigilância em Saúde.
Os profissionais orientam os moradores sobre cuidados diários, esclarecem dúvidas e reforçam a importância de manter o ambiente limpo e organizado para evitar a reprodução do mosquito. Em muitos casos, os agentes retornam ao mesmo imóvel para monitoramento, especialmente em áreas com foco confirmado.
Orientações para eliminar criadouros do mosquito
- Mantenha caixas d’água bem fechadas, com tampa e tela.
- Evite pratinhos em vasos de plantas.
- Guarde pneus em locais cobertos e secos ou descarte em ecopontos, como no bairro São Luiz Gonzaga.
- Mantenha piscinas limpas e tratadas.
- Descarte o lixo corretamente, respeitando os dias e horários de coleta.
A Vigilância reforça que a maior parte dos focos do mosquito é encontrada dentro das residências, o que torna a participação da população essencial no combate ao Aedes aegypti.
— A orientação é que moradores permitam a entrada dos profissionais e, em caso de dúvida, confirmem a identidade pelo telefone da Vigilância em Saúde: (53) 3333-7289 — reforça Michele.
Novas tecnologias reforçam monitoramento

Desde o ano passado, o trabalho também passou a contar com o reforço de novas tecnologias, denominadas de ovitrampas e estações disseminadoras.
Conforme a Vigilância em Saúde, as ovitrampas são armadilhas com água, levedo de cerveja e uma palheta para atrair as fêmeas do mosquito, permitindo monitorar a presença e a quantidade do vetor, além de reduzir a proliferação ao reter os ovos.
Já as estações disseminadoras possuem material impregnado com larvicida, que impede o desenvolvimento dos ovos e ainda é transportado pelas próprias fêmeas para outros criadouros, ampliando o alcance do controle.
— A gente trabalha com essa metodologia também, que a fêmea vai lá, se contamina com o produto e vai dispersando em outros ambientes. Não fazemos a pulverização que acontece em outras cidades, mas nós utilizamos o larvicida para evitar a proliferação. Ele não polui o ambiente, porque é biológico — comenta a superintendente.
As visitas dos agentes de combate a endemias ocorrem de segunda à sexta-feira, das 8h30min às 17h.
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