
Após a confirmação de casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) na Estação Ecológica do Taim, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul intensificou as ações de vigilância sanitária e capacitação de agentes na região sul do Estado.
O monitoramento na unidade de conservação, localizada entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, já contabiliza 25 aves mortas pela doença. O registro mais recente ocorreu na sexta-feira (13). A reserva ambiental permanece interditada desde 3 de março e deve continuar fechada até que o foco seja considerado controlado pelas autoridades sanitárias.
Inspeções em propriedades rurais
A previsão do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal é inspecionar 93 propriedades com criação de aves em municípios do sul do Estado. As visitas se concentram em áreas rurais situadas em um raio de até 10 quilômetros do local onde o vírus foi detectado.
Desde o início de março, equipes técnicas realizam vistorias para avaliar as condições sanitárias dos criatórios e identificar possíveis sinais clínicos da doença.
Segundo o diretor do departamento, Fernando Groff, a estratégia busca impedir que o vírus saia da estação ecológica e alcance criações domésticas ou comerciais.
— As pessoas precisam entender que não podem ter contato com animais que apresentem sinais clínicos. Nesses casos, é preciso chamar o serviço oficial para fazer a coleta — explica.
Treinamento de agentes
Como parte da estratégia de prevenção, o departamento também realizou capacitação de 186 agentes de saúde e profissionais da área social. Os encontros com gestores municipais ocorreram em Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí.
A proposta é orientar profissionais que atuam diretamente nas comunidades rurais sobre os procedimentos de vigilância e resposta rápida em casos suspeitos.
— Trabalhamos com pessoas que já têm contato com essas propriedades rurais e agora teremos uma rodada com professores da rede municipal. É uma questão de sensibilização, para que levem a informação correta à população — afirma Groff.
Monitoramento da produção avícola
Além das ações no entorno da estação ecológica, equipes da secretaria também realizaram vistorias em granjas comerciais da regional de Pelotas e em criatórios de aves ornamentais.
O objetivo é garantir o cumprimento das medidas de biossegurança e proteger a produção avícola gaúcha.
A secretaria orienta que qualquer suspeita da doença seja comunicada imediatamente às autoridades sanitárias. Entre os sinais de alerta estão sintomas respiratórios ou neurológicos nas aves, além de mortalidade súbita e elevada.
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