
Um estudo nacional está recrutando voluntários em Pelotas para participar de uma pesquisa que busca prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2 por meio de mudanças no estilo de vida. A iniciativa faz parte do PROVEN-Dia – Programa de Prevenção de Diabetes e conta com a participação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
O projeto é coordenado pela Beneficência Portuguesa de São Paulo, em parceria com o Ministério da Saúde, dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). No Rio Grande do Sul, a pesquisa ocorre apenas em Pelotas e Porto Alegre.
Segundo a professora Anne y Castro Marques, do curso de Nutrição da UFPel, o estudo pretende avaliar se intervenções como alimentação saudável, atividade física e autocuidado podem evitar a evolução da doença.
— A pesquisa busca responder se a mudança do estilo de vida é capaz de reverter o pré-diabetes e evitar que a pessoa desenvolva o diabetes tipo 2 — explica.
Os participantes selecionados terão acompanhamento gratuito por até três anos, com atendimento multiprofissional em formato híbrido, incluindo consultas presenciais e acompanhamento remoto.
— Independente do grupo em que a pessoa cair, ela será acompanhada por três anos com foco na mudança de hábitos. Não há uso de medicação nem dieta pronta — afirma a professora.
A pesquisa também vai comparar diferentes formatos de acompanhamento, incluindo modelos presenciais e à distância.
Critérios e seleção
Para participar, é necessário ter 18 anos ou mais e apresentar diagnóstico de pré-diabetes, com exame recente de hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%. Também é preciso ter acesso à internet e não estar em tratamento para diabetes.
Segundo Anne, a seleção tem sido criteriosa, o que reduz o número de participantes aptos.
— Já tivemos mais de 300 pessoas interessadas, mas pelos critérios de inclusão e exclusão, conseguimos até agora 18 participantes. Nossa meta é chegar a 53 até o final de junho — diz.
Após o contato inicial, os candidatos passam por uma pré-entrevista, envio de exames e avaliação presencial. Se selecionados, realizam exames laboratoriais e são incluídos em um dos grupos da pesquisa.
Acompanhamento e auxílio
Durante o estudo, os participantes passam por consultas, exames e monitoramento contínuo. Também recebem uma ajuda de custo.
— A cada ida presencial, o participante recebe R$ 25 para transporte. Em dias de exame de sangue, há um valor adicional para alimentação — explica a professora.
Como participar
Podem se inscrever moradores de Pelotas e região (até uma hora de distância). O contato pode ser feito com a professora Renata Torres Abib Bertacco pelo WhatsApp (53) 98121-9500, mediante envio de exame recente.
Também é possível preencher uma pré-entrevista online pelo link. É necessário selecionar o centro da Universidade Federal de Pelotas.
O estudo busca ampliar a prevenção de uma doença que está entre as principais causas de complicações graves no país, como problemas cardiovasculares, renais e perda de visão.
