
Foi assinada, nesta sexta-feira (6), a ordem de início para a construção da nova policlínica de Rio Grande. O local ampliará o atendimento especializado realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município a partir do próximo ano. A unidade vai funcionar como um intermediário entre UPA e hospital, com oferta de consultas, exames e procedimentos cirúrgicos.
A unidade será instalada próximo ao prédio do antigo Hospital Guahyba Rache, localizado na Avenida Pelotas. O investimento federal é estimado em R$ 30 milhões, por meio do Novo PAC Saúde. Do total, R$ 17 milhões serão destinados às obras e R$ 13 milhões à aquisição de equipamentos.
De acordo com a superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, Maria Celeste de Souza da Silva, a unidade será capaz de atender até 200 mil pessoas:
— A previsão é que se atenda em torno de 200 mil pessoas, um equipamento que vai desafogar a porta de entrada das unidades básicas de saúde (UBSs) e do pronto atendimento.
Para ser atendido no espaço, primeiro o paciente precisará passar pela UBS de sua referência.
Após, a unidade irá inserir o pedido de consulta no sistema e o paciente será encaminhado para a policlínica. No espaço, o paciente terá o diagnóstico, inclusive de média e alta complexidade.

— A policlínica está dentro da média complexidade. A unidade irá atender emergência, mas também terá um atendimento especializado em saúde da mulher, saúde mental, atendimento à criança e adolescente e saúde do homem, temáticas que às vezes precisam de um atendimento mais especializado e estarão nesse equipamento — acrescenta Maria Celeste de Souza da Silva.
Após os exames e dependendo da especialidade, o paciente poderá realizar procedimentos de menor complexidade no local. Caso contrário, ele será encaminhado para um hospital.
De acordo com a secretária de Saúde de Rio Grande, Juliana Acosta, atualmente, a lacuna do município na área da saúde são os exames complementares.
— Hoje, temos uma lacuna nos serviços complementares. Estamos falando de doenças como infarto, AVC, câncer, diabetes e hipertensão, que representam a maior demanda da atenção primária e também a nossa maior dificuldade de controle. A expectativa é oferecer à população um atendimento especializado com mais qualidade — afirma.
A previsão é de que a obra seja concluída no prazo de 18 meses.


