
O vereador de Pelotas Cauê Fuhro Souto (Podemos) se manifestou por meio de uma transmissão ao vivo em suas redes sociais após ter seu gabinete e sua residência alvos de mandados de busca e apreensão na Operação Expurgo, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS).
No vídeo, o parlamentar afirmou que foi pego de surpresa pela operação, mas garantiu estar tranquilo em relação às apurações.
— Eu sou o cara que fiscaliza tudo, sou favorável a qualquer investigação, mas é preciso separar investigação de espetáculo — declarou.
Sobre o teor do pedido formulado pelo Ministério Público no que tange sua conduta, Cauê mencionou que a solicitação envolve a verificação de 30 ressarcimentos de diárias. E rebateu a suspeita de ter recebido valores indevidos durante uma viagem ao exterior:
— Em relação ao período de 15 dias em que estive fora do Brasil, de fato eu viajei, mas não recebi diárias. Eu abri mão desse valor. Vou provar na investigação que o meu nome estar ali é um erro — afirmou.
O parlamentar negou envolvimento em práticas como "rachadinha", desvio de verbas, cobrança de contribuição partidária ou qualquer ligação com organizações criminosas.
— Eu nunca fiz rachadinha ou pedi dinheiro de alguém — enfatizou.
Cauê também declarou que tomará medidas legais em razão do cumprimento do mandado em seu apartamento, classificando a ação na sua residência como excessiva.
A Operação Expurgo apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, "rachadinha" e suposta infiltração de organizações criminosas no Poder Legislativo de Pelotas.
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