
A prefeitura de Pelotas decretou situação de emergência nível I na área às margens do Canal do Pepino, onde deslizamentos de solo provocaram o desabamento de sete moradias em 12 de junho deste ano. O decreto foi assinado na terça-feira (4) e terá validade de 180 dias.
A medida autoriza a adoção de ações administrativas, assistenciais e de proteção e defesa civil para atender as famílias atingidas. O documento também pode viabilizar auxílio para garantir moradia temporária às pessoas que ficaram desabrigadas.
O deslizamento destruiu sete residências e deixou 16 pessoas desabrigadas. As famílias permanecem acolhidas provisoriamente pela rede municipal de assistência social, sem condições de retornar aos imóveis devido à permanência do risco na área.
O decreto estabelece que a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil coordenará as ações em conjunto com as secretarias de Assistência Social, Habitação e Regularização Fundiária, Urbanismo e demais órgãos envolvidos.
Conforme o documento, um laudo técnico elaborado pela Secretaria de Urbanismo e pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil aponta que a área segue classificada com risco geotécnico crítico (R4), em razão da instabilidade do talude, da continuidade dos processos erosivos e da exposição do solo. O parecer também destaca a necessidade de intervenções imediatas para eliminar os riscos e recuperar a infraestrutura de drenagem.
Relembre o caso
O deslizamento ocorreu na tarde de 12 de junho, quando moradias construídas às margens do Canal do Pepino desabaram. Não houve feridos.
Após o acidente, a Defesa Civil informou que as residências estavam localizadas em uma área considerada de risco e anunciou que as estruturas remanescentes com comprometimento também seriam demolidas. Equipes da prefeitura realizaram a retirada dos destroços que caíram no canal, enquanto as famílias atingidas foram encaminhadas para um abrigo municipal.
Na ocasião, o município também informou que iniciaria um processo de identificação e notificação de moradores que ocupam áreas de risco, começando pelas residências situadas às margens do Canal do Pepino.
Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.



