
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou, na manhã desta terça-feira (20), o resultado da avaliação técnica sobre o episódio climático que causou danos no interior de Pinheiro Machado no último domingo (18). Conforme o órgão estadual, não há indícios de que o evento tenha sido provocado por tornado ou microexplosão.
A conclusão foi obtida a partir da análise de imagens aéreas dos locais atingidos, produzidas pelo Núcleo Integrado de Previsão (NIP) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O material foi examinado pela equipe do Centro de Monitoramento da Defesa Civil.
De acordo com o relatório, a orientação dos danos observados — como árvores de grande porte e estruturas de telhados — apresenta um padrão uniforme, com quedas na mesma direção, característica associada à atuação de ventos fortes lineares. Esse comportamento difere de tornados, que costumam provocar destruição em múltiplos sentidos.
Outro fator considerado foi a ausência de dispersão radial de destroços, elemento comum em microexplosões, quando correntes descendentes de ar atingem o solo e se espalham lateralmente. Segundo a análise, esse tipo de marca não foi identificado na área avaliada.
A Defesa Civil esclarece que a classificação se limita aos pontos registrados nas imagens aéreas, mas reforça que, dentro desse recorte, não foram encontradas evidências compatíveis com fenômenos atmosféricos extremos.
O episódio provocou prejuízos materiais na localidade do Passo do Machado. Pelo menos dez residências tiveram os telhados danificados, além de galpões rurais atingidos. A força do vento também derrubou árvores, afetou a rede elétrica e causou bloqueio temporário da estrada que liga Pinheiro Machado a Piratini, situação já normalizada.
— Foram de dois a três minutos de terror. Quando eu vi, começou um vento muito forte e eu corri para dentro de casa para fechar tudo e me esconder. Aí foi o tempo só de eu fechar as portas e vento veio derrubando tudo. Nunca tinha visto isso em 50 anos — relatou Darci Correia Viana, freteiro que mora na região.
O alerta para novas instabilidades permanece ativo, diante da previsão de chuvas e rajadas nos próximos dias no sul do Estado.
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