
A passagem do ciclone extratropical por Pelotas provocou alagamentos, queda de árvores, postes danificados e transtornos em diferentes regiões da cidade entre a noite de segunda-feira (8) e a madrugada desta quarta-feira (10). Equipes da prefeitura e da Defesa Civil seguem nas ruas realizando o levantamento dos danos, os dados devem ser divulgados no final da manhã desta quarta-feira.
Nas últimas 24 horas, o volume de chuva ultrapassou 116 milímetros, contribuindo para pontos de acúmulo de água em bairros como Areal, Tablada, Fragata, Jardim do Prado, Laranjal e na ponta da Fernando Osório. Em alguns locais, a água chegou próximo às residências, sem interrupção total das vias.
As sete casas de bomba do município operaram em capacidade máxima ao longo do período mais crítico. Segundo a Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura, equipes foram escaladas em regime especial para remoção de lixo e vegetação que chegaram às bombas e dificultaram o escoamento.
— As casas de bomba trabalharam a pleno. Tivemos muito material arrastado pela chuva, o que exige uma ação constante das equipes para manter o sistema funcionando — afirmou o secretário Milton Martins.
Também foi registrado o desabamento de parte de uma parede do antigo Colégio Medianeira, que atingiu uma residência vizinha. Segundo a Defesa Civil, houve apenas danos materiais, e ninguém ficou ferido.
A reportagem de GZH percorreu ruas da cidade na manhã desta terça-feira e constatou alagamentos em trechos próximos ao Obelisco, no bairro Areal, e na Fernando Osório, onde o nível da água ficou elevado, mas ainda permitia a circulação de veículos.
De forma preventiva, a prefeitura chegou a preparar o ginásio do Colégio Municipal Pelotense para funcionar como abrigo temporário. A estrutura não precisou ser utilizada até o momento.


