
As obras de revitalização do Calçadão da General Bacelar, no centro de Rio Grande, no sul do Estado, começam na próxima segunda-feira (5). O projeto prevê investimento de R$ 3,1 milhões, com recursos provenientes de contrapartida da Corsan/Aegea.
A área que será revitalizada tem aproximadamente 6,5 mil metros quadrados, no trecho entre as ruas Benjamin Constant e General Neto. A primeira etapa dos trabalhos será realizada entre a Rua Benjamin Constant e a Rua Zalony.
Nesta fase, serão executados serviços de implantação e melhoria das redes de drenagem e esgoto, além de outras intervenções de infraestrutura previstas no projeto. A obra será executada pela empresa Renascer Construções, de Manaus.
A intervenção será dividida em etapas para permitir o avanço dos trabalhos e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos sobre comerciantes, moradores, trabalhadores e usuários da região central.
Antes do início da obra, a prefeitura de Rio Grande e entidades ligadas ao comércio intensificaram a comunicação com os públicos diretamente envolvidos. Equipes municipais estão entregando informações aos lojistas e estabelecimentos comerciais do Calçadão, além de comunicarem moradores dos imóveis atingidos e do entorno. A estratégia é orientar sobre a dinâmica dos trabalhos e os possíveis impactos na rotina.
Como será o cronograma

A revitalização do Calçadão terá três fases. A previsão inicial é de duração de 10 meses, com duas equipes atuando simultaneamente. O cronograma pode sofrer alterações em razão das condições climáticas.
1ª fase: infraestrutura
A primeira etapa começa na segunda-feira (5), no trecho entre as ruas Benjamin Constant e Zalony.
Os trabalhos serão concentrados principalmente na implantação e melhoria das redes de drenagem e esgoto. Também estão previstas a retirada do piso existente, escavações, instalação de passarelas, substituição de tubulações e construção de caixas e poços de visita.
2ª fase: pavimentação
Na segunda etapa, será realizada a pavimentação do Calçadão, com a colocação dos diferentes tipos de piso e o nivelamento de tampas e grades existentes no trecho.
O projeto prevê a instalação de paver holandês em duas tonalidades. Segundo a Prefeitura, o material foi escolhido pela durabilidade, facilidade de manutenção e possibilidade de remoção e reinstalação sem desperdício.
3ª fase: mobiliário urbano
A terceira etapa será destinada à instalação do mobiliário urbano e está prevista para o último mês da obra.
O projeto também prevê a reestruturação do sistema de drenagem pluvial. A nova rede será instalada no eixo do Calçadão, com tubulações de concreto de 400 e 600 milímetros de diâmetro e caixas de captação com grelhas metálicas espaçadas, em média, a cada 30 metros.
Acesso às lojas será mantido
Segundo a prefeitura, a execução da obra foi planejada para reduzir os transtornos aos estabelecimentos comerciais. Durante a intervenção, as obras de drenagem, esgoto e rede elétrica ficarão concentradas no eixo central do Calçadão.
Será mantida uma faixa de calçada de 1,50 metro em cada lado para garantir o acesso às lojas. Também serão instalados guarda-corpos para a segurança dos pedestres e passarelas de interligação.
Durante a execução da obra, não haverá bloqueio de acesso aos estabelecimentos.
A situação dos ambulantes será tratada de forma individualizada. A prefeitura está estruturando grupos de trabalho para discutir com cada segmento alternativas de reorganização durante as diferentes etapas da intervenção, incluindo a possibilidade de utilização de outros espaços.
O período de Natal também foi considerado no planejamento. Conforme o Executivo, o calendário da obra leva em conta o movimento tradicional do comércio no final do ano e busca estabelecer uma dinâmica que produza o menor impacto possível para lojistas, trabalhadores e usuários do Calçadão.
Obra terá acompanhamento arqueológico
O projeto foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), pela Secretaria de Município de Planejamento, Habitação e Regularização Fundiária (SMPLANH) e pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico.
Por estar localizado no Centro Histórico de Rio Grande, o local terá acompanhamento arqueológico obrigatório e monitoramento durante as escavações.
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