
Mais de 13 mil pessoas foram afetadas pelo vendaval que atingiu São Lourenço do Sul durante a passagem de um ciclone extratropical pela Região Sul. Diante dos danos registrados nas áreas urbana e rural, a prefeitura decretou situação de emergência nesta sexta-feira (14). A medida, assinada pelo prefeito Zelmute Marten, terá validade de 180 dias.
A tempestade aconteceu em 6 de agosto, com volumes de chuva que variaram de 30 a 80 milímetros e rajadas de vento superiores a 100 km/h.
O temporal destelhou residências e galpões de máquinas agrícolas, derrubou árvores e fios da rede elétrica e interrompeu o trânsito em estradas do Interior. A falta de energia também afetou serviços e provocou a suspensão das aulas em escolas da rede municipal.
Ainda conforme o documento, relatórios elaborados pelo 4º Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar e pela Emater/RS-Ascar apontam danos generalizados em propriedades rurais e urbanas.
Segundo a prefeitura, a sequência de dias chuvosos registrada nos últimos dois meses e meio tem dificultado os trabalhos de recuperação e reduzido a capacidade operacional do município.
Prejuízos na infraestrutura
De acordo com o Decreto nº 7.044, as chuvas e os ventos recorrentes causaram prejuízos à malha viária de São Lourenço do Sul. O município tem cerca de 2,8 mil quilômetros de estradas rurais e 60 quilômetros de vias urbanas não pavimentadas.
Também foram registrados estragos em pontes, bueiros, galerias de drenagem e equipamentos públicos, como a estação rodoviária.
A administração municipal afirma que os gastos necessários para responder às ocorrências climáticas superaram as despesas ordinárias previstas no orçamento anual.
Dados do governo do Estado mencionados no decreto indicam que os prejuízos acumulados por desastres naturais em São Lourenço do Sul desde 1995 ultrapassam R$ 2,1 bilhões.
O que significa um decreto de emergência?
O decreto permite que o município, depois do reconhecimento ou da homologação, solicite apoio dos governos estadual e federal para enfrentar os danos provocados pelo desastre.
Entre as medidas possíveis estão o envio de ajuda humanitária, a liberação de recursos para ações de resposta e reconstrução e a adoção de procedimentos emergenciais. Os benefícios não são automáticos: dependem da análise da documentação e da comprovação dos prejuízos.


