
Os professores da rede municipal de Rio Grande começaram a receber o reajuste de 1,22% sobre o vencimento básico na folha salarial de agosto, paga no último dia 1º. A lei que autorizou o aumento foi sancionada pelo Executivo em 16 de julho, após aprovação unânime na Câmara de Vereadores, com 18 votos favoráveis.
O reajuste tem efeito retroativo a janeiro de 2026 e também contempla aposentados e pensionistas com direito à paridade. Atualmente, a rede municipal conta com cerca de 1,5 mil professores ativos e soma 2,4 mil matrículas funcionais. O número de matrículas é superior ao de profissionais porque parte dos docentes possui dois vínculos com o município.
As diferenças salariais referentes ao período de janeiro a junho serão pagas entre agosto e dezembro deste ano. A legislação, no entanto, não detalha como os valores serão distribuídos ao longo desse período.
Com a atualização, os vencimentos básicos passam a variar de R$ 1.776,96, no nível I, a R$ 3.376,19, no nível VI.
Os níveis correspondem ao enquadramento do professor no plano de carreira do magistério, conforme a formação e a qualificação profissional. Eles não devem ser confundidos com as classes, que representam a progressão ao longo da carreira.
Os adicionais por classe começam em 5%, após três anos de atuação, e podem chegar a 100% aos 28 anos de serviço. Assim, o valor final recebido pelo professor pode superar o vencimento básico previsto para cada nível.
A lei também atualiza os vencimentos do chamado quadro em extinção, formado por cargos que permanecem ocupados, mas que não recebem novos servidores. Integram esse grupo professores do Ensino Fundamental I e II e profissionais com licenciatura curta.
Em dezembro de 2025, a Câmara de Vereadores aprovou um aumento de 1,6% sobre o vencimento básico da categoria, também por unanimidade.
O reajuste anterior teve vigência retroativa a janeiro de 2025, e as diferenças salariais acumuladas entre janeiro e novembro daquele ano foram pagas em dezembro.
Segundo a prefeitura, o novo percentual de 1,22% garante a recomposição integral do índice de 5,4% definido pelo governo federal para 2026. Na justificativa encaminhada ao Legislativo, o Executivo afirmou que a medida busca valorizar os profissionais da educação municipal.
A prefeitura não informou o impacto financeiro do reajuste. A lei estabelece apenas que as despesas serão custeadas por dotações próprias do orçamento municipal, que poderão ser suplementadas, caso necessário.
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