
Pelotas está novamente em situação de emergência após o município registrar 111,4 milímetros de chuva desde a madrugada de domingo (16), de acordo com a Defesa Civil Regional. O decreto de emergência nível II, de número 7.231, foi assinado pelo prefeito Fernando Marroni na noite desta segunda-feira (17), após um temporal acompanhado de granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h.
Esta é a quarta vez em oito meses que Pelotas decreta situação de emergência em razão de eventos climáticos extremos, embora de naturezas distintas. Segundo a prefeitura, não há registro de feridos ou desabrigados.
A zona rural foi a região mais afetada pelo temporal. Em razão dos estragos, Marroni se reuniu extraordinariamente com o secretário de Desenvolvimento Rural, Antônio Leonel, diretores da pasta e administradores dos distritos.
"Há regiões ilhadas pelas águas dos arroios, que chegaram a cobrir pontes e forçaram a interrupção do tráfego, não tivemos escolas nem postos de saúde funcionando, é necessário aguardar que a água baixe para fazer um levantamento completo dos danos que o temporal provocou na região", explicou, em comunicado oficial, o chefe do Executivo.
Segundo o prefeito, comunidades ficaram isoladas em razão da elevação dos arroios, que também afetou pontes e vias de acesso. O levantamento dos prejuízos ainda será realizado após a redução do nível da água.
Arroio Quilombo volta a preocupar
Marroni lembrou que, após o ciclone de dezembro do ano passado, equipes da prefeitura realizaram o desassoreamento do Arroio Quilombo, na região do Grupelli. Conforme o prefeito, o problema voltou a ocorrer durante a enxurrada seguinte e se repetiu agora.
A situação afetou o posto de saúde da localidade, o comércio e as condições de trafegabilidade.
O prefeito também alertou que as comunidades que ficaram isoladas devem manter cautela mesmo depois da redução do nível da água. Será necessário verificar as condições das cabeceiras das pontes, que, segundo ele, deverão precisar de serviços de manutenção.
Embora os principais danos estejam concentrados na zona rural, o decreto contempla todo o território de Pelotas.
Previsão de mais chuva
Além dos danos já registrados, o decreto considera a previsão de continuidade de precipitações intensas nos próximos dias e as condições hidrológicas do município.
Também foram levados em conta a mobilização permanente das equipes para o atendimento de ocorrências, a existência de danos e prejuízos, as ações emergenciais já realizadas e a necessidade de adoção de medidas administrativas excepcionais.
A situação de emergência terá validade de 180 dias. O decreto permite ao município, nos termos da legislação, dispensar licitações para a aquisição de bens necessários ao atendimento da situação de emergência ou de calamidade pública, observadas as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Quarta emergência em oito meses
Além do temporal desta segunda-feira, Pelotas já havia decretado situação de emergência em razão de outros eventos climáticos recentes.
A cidade foi atingida por um ciclone em dezembro de 2025, por um tornado em fevereiro deste ano e, há 11 dias, por um ciclone extratropical que provocou chuva e destelhamentos.
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