
A energia elétrica começou a ser restabelecida em Santa Vitória do Palmar e no Chuí, no extremo sul do Estado, depois de mais de 110 horas de interrupção provocada pelos danos causados pelo vendaval que atingiu a região na quinta-feira (6).
As equipes concluíram a instalação das estruturas de emergência e retiraram os profissionais que trabalhavam na Lagoa Mirim. Na sequência, foi feita uma manobra na subestação para tentar religar o fornecimento. A energia voltou inicialmente em fase de testes e o retorno ocorre de forma gradual, por localidades.
Segundo o secretário de Defesa Civil de Santa Vitória do Palmar, Daniel Cava, o fornecimento foi restabelecido e permanece estável, mas pode haver oscilações nos próximos dias enquanto as equipes continuam trabalhando na rede.
O sistema emergencial utiliza duas torres menores, instaladas para permitir o restabelecimento mais rápido da energia para Santa Vitória do Palmar e Chuí. As estruturas foram montadas como uma solução provisória.
Trabalhos prosseguem
O trabalho de recuperação, no entanto, ainda não terminou. As equipes continuarão atuando com apoio de helicóptero para dar manutenção e reconstruir as 24 torres de grande porte que foram derrubadas pelo vendaval. Essas estruturas fazem parte do sistema de transmissão utilizado pelos parques eólicos da região.
Com as torres de grande porte danificadas, os parques eólicos do Extremo Sul permanecem sem produzir energia. A expectativa é que a recuperação definitiva do sistema continue nos próximos dias.
Situação de emergência
Santa Vitória do Palmar decretou situação de emergência nesta terça, em razão dos danos provocados pelo vendaval. O decreto considera que o município ficou mais de 110 horas sem energia e chegou a ficar 24 horas sem abastecimento de água. O documento permanece vigente mesmo após o retorno da eletricidade.
A Defesa Civil municipal também solicitou a permanência dos geradores utilizados durante o apagão por pelo menos 15 dias após a religação da energia. O pedido foi encaminhado à Defesa Civil estadual e às concessionárias.
Os equipamentos foram usados para manter serviços essenciais, como unidades de saúde, Santa Casa, Prefeitura, telefonia e outros pontos prioritários em funcionamento durante o período sem energia.




