
Os prejuízos causados pelo temporal que atingiu Rio Grande no início de agosto já chegam a cerca de R$ 1,7 milhão na Universidade Federal do Rio Grande (Furg). O valor faz parte de um levantamento preliminar realizado pela instituição e ainda pode aumentar conforme avançam as vistorias nos prédios atingidos.
Segundo o pró-reitor de Infraestrutura, Daniel Costa, os danos mais significativos foram registrados no campus Carreiros, em Rio Grande, especialmente no Instituto de Educação (IE), no Pavilhão 5 e no Ginásio Esportivo.
— O evento provocou prejuízos significativos em prédios acadêmicos, administrativos e esportivos, principalmente nos campi de Rio Grande e Santo Antônio da Patrulha — afirmou.
No campus Carreiros, pelo menos 22 edificações apresentaram algum nível de dano provocado pelo temporal, principalmente em coberturas, esquadrias, forros e outros elementos construtivos.

O caso mais emblemático foi o do Pavilhão 5, que teve parte da cobertura arrancada pela força do vento durante a tempestade. O prédio precisou ser interditado após o episódio.
Uma estudante que aguardava transporte próximo ao prédio foi orientada por um vigilante a deixar o local minutos antes de o telhado ser arrancado.
De acordo com Costa, alguns reparos emergenciais já estão em andamento. Já os casos mais complexos passam por processos mais lentos.
— Alguns reparos já estão sendo realizados e, para os casos que exigem intervenções maiores, como o IE e o Pavilhão 5, estão em andamento os procedimentos para contratação das empresas responsáveis pelos serviços — disse.
Santo Antônio da Patrulha
Os danos provocados pelo temporal também atingiram o campus da Furg em Santo Antônio da Patrulha.
Segundo o levantamento da universidade, a unidade Cidade Alta foi a mais afetada. No local, houve queda de um poste e de um transformador, o que provocou interrupção no fornecimento de energia elétrica.
A universidade segue realizando avaliações técnicas para dimensionar o impacto total do temporal.
— Até o momento, a estimativa preliminar é de aproximadamente R$ 1,7 milhão para os reparos necessários. Esse valor ainda pode aumentar, pois não foi possível quantificar todos os prejuízos em equipamentos, mobiliários e materiais, como computadores, projetores, mesas e livros — explicou Costa.
A Furg informou que continua trabalhando nos levantamentos e nas contratações necessárias para recuperar os espaços atingidos "o mais breve possível".
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