
A destruição causada pelo tornado que atingiu a zona rural de Pedro Osório na tarde de quinta-feira (6) impressionou moradores e trabalhadores da região localizada no sul do Estado. Em uma das propriedades atingidas, estufas, galpões e parte da residência do proprietário foram destruídos pela força do vento.
Cozinheira da fazenda Marini, Mariley Braga contou que nunca havia presenciado um fenômeno semelhante em mais de seis décadas de vida.

— Foi horrível. A estufa foi toda destruída. A casa também perdeu o telhado. A gente tem que dar graças a Deus, porque pelo menos a vida está intacta — detalha.
Ela trabalha na propriedade junto com outra cozinheira, responsável pelas refeições dos mais de 20 funcionários que atuam no cultivo de melancia, soja, arroz e outras culturas.
Moradora da Vila Matarazzo, Mariley acredita que a situação poderia ter sido ainda pior caso o tornado tivesse passado sobre a área residencial.
— Eu moro na vila (...) Se tivesse passado na vila, não tinha ficado nada. Foi uma destruição total — afirma.
A moradora afirma que jamais imaginou vivenciar uma situação como essa.
— Estou com 60 anos e nunca tinha visto algo desse tipo. A gente vê acontecer lá fora e nunca imagina que um dia vai acontecer com a gente — reconhece.

Sem feridos
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Pedro Osório, Lauri Centeno, os danos registrados até o momento são exclusivamente materiais.
As equipes da prefeitura iniciaram nesta sexta-feira (7) o levantamento dos prejuízos nas áreas atingidas.
— Pelo que conseguimos verificar até agora, foram apenas danos materiais. Não temos nenhum registro de feridos — comenta.
De acordo com Centeno, o tornado passou próximo ao distrito de Matarazzo, mas não atingiu diretamente a área onde vivem cerca de 62 famílias.
— Graças a Deus não passou por aqui. Ele se deslocou para outra região. Não houve necessidade de retirar moradores de casa nem temos desalojados — detalha.
O coordenador destaca que as imagens registradas durante a passagem do fenômeno demonstram a intensidade do tornado.
— A filmagem é bem assustadora. Quando se trata de fenômeno climático, sempre existe uma interrogação, porque a gente nunca sabe qual será a intensidade — reconhece.
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