
A cinco dias da abertura da 32ª Fenadoce, o movimento é grande nos pavilhões do Centro de Eventos de Pelotas. Uma força-tarefa composta por cerca de 800 trabalhadores atua na linha de frente para finalizar as estruturas que receberão o público a partir da próxima quarta-feira.
Os trabalhos, iniciados em 15 de junho, cumprem um cronograma rigoroso de 30 dias de montagem para erguer os 293 estandes comerciais e institucionais desta edição.
Nesta etapa decisiva, os operários concentram esforços na montagem do parque de diversões, no tensionamento das grandes lonas externas e nos acabamentos estruturais das instalações internas. O ritmo acelerado impressiona quem acompanha os bastidores da preparação.
— Toda semana eu acompanho a montagem e é impressionante o que muda de uma semana para outra, a evolução da equipe — destaca Daniel Centeno, conselheiro gestor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Pelotas e integrante da comissão organizadora do evento.
De acordo com a organização, o cronograma está rigorosamente em dia, garantindo a entrega completa de toda a infraestrutura antes do prazo de abertura.
— A equipe está bem focada para terminar tudo a tempo, mas vai dar tempo de tudo. Vamos chegar na quarta-feira com toda a feira montada, tudo pronto para esperar o pessoal — assegura Centeno.

Fatores que impulsionam o público
A CDL Pelotas projeta um fluxo de visitantes alinhado ao histórico de sucesso do evento, estipulando a meta tradicional de 300 mil pessoas circulando pelo parque ao longo da programação. A expectativa positiva para este ano é sustentada por fatores logísticos e sazonais estratégicos.
O primeiro deles é a consolidação do evento dentro do período de férias escolares, um formato testado anteriormente que se fixou de maneira definitiva no calendário oficial.
— A nossa expectativa é sempre trabalhar na faixa dos 300 mil visitantes. Acredito que este ano a gente vai alcançar de novo, porque a questão das férias nos ajuda bastante. O pessoal da região acaba não viajando para fora e decide visitar a Fenadoce — explica o conselheiro da CDL.
Outro facilitador apontado pela organização é a ausência de praças de pedágio ativas nos principais acessos rodoviários à cidade de Pelotas neste momento, eliminando uma barreira financeira que historicamente pesava na decisão do turista regional.
— Este ano a gente não tem pedágio. Acredito que vai facilitar mais ainda a visita do pessoal das cidades vizinhas. As expectativas são ótimas para que a gente alcance os números do ano passado — projeta Centeno.
Estímulo à comunidade local
Uma das principais novidades desta 32ª edição é a implementação de uma política de incentivo voltada exclusivamente aos moradores de Pelotas. Em dias específicos da semana — segundas, terças e quartas-feiras —, os pelotenses terão direito ao benefício da meia-entrada na bilheteria oficial do parque.
Para obter o desconto, o visitante local precisará apresentar na portaria um documento de identificação oficial acompanhado de um comprovante de residência recente em seu nome, como contas de energia elétrica, água, internet ou telefone. A iniciativa atende a uma demanda histórica da gestão e busca estreitar os laços entre a feira e os residentes do município.
A direção destaca o forte apelo custo-benefício da medida, que inclui o tradicional doce na modalidade de meio ingresso.
— Era uma vontade da nossa gestão de algum tempo. Ficou muito acessível. Se você pegar o valor do doce isolado, que é R$ 8,50, e o ingresso de meia-entrada a R$ 10,00, o pelotense está pagando efetivamente R$ 1,50 para acessar a feira. A conta é simples — calcula.
A expectativa é de que o benefício resulte em um incremento expressivo no fluxo de moradores locais nos dias úteis, democratizando o acesso e impulsionando a movimentação global do evento.
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