
Um presente recebido durante a pandemia mudou a rotina da estudante Sophie Nunes Bartz, de 12 anos. Ao desmontar um tsuru — tradicional dobradura da cultura japonesa — para descobrir como havia sido feito, a aluna da Escola Ministro Arthur de Souza Costa decidiu aprender a técnica por conta própria. Cinco anos depois, o hobby virou um projeto apresentado no Robopel, feira de inovação que integra a programação dos 214 anos de Pelotas.
O primeiro contato com o origami aconteceu durante o período de isolamento social. Sem aulas presenciais e com mais tempo em casa, Sophie passou a pesquisar tutoriais na internet e a reproduzir diferentes modelos. Depois das primeiras dobraduras, buscou desafios mais complexos e chegou ao origami tridimensional, técnica que utiliza dezenas de módulos de papel para formar esculturas.
Mais do que desenvolver uma habilidade manual, a estudante afirma que encontrou uma alternativa ao uso constante do celular.
— O origami ajuda na concentração, na coordenação motora, na memória e na criatividade. À noite, em vez de ficar no celular, prefiro fazer dobraduras — conta.
Segundo Sophie, a prática também contribuiu para enfrentar momentos difíceis.
— Não é porque uma pessoa não gostou que vou deixar de fazer. Sempre vai existir alguém que valoriza o nosso trabalho — afirma.

Da internet para a feira de inovação
Esta é a terceira participação da estudante no Robopel, evento que reúne projetos desenvolvidos por alunos das redes pública e privada.
Para a coordenadora do Criar Lab, Kelen Bernardi, a feira tem justamente o objetivo de incentivar estudantes a desenvolverem ideias a partir de interesses pessoais.
— No primeiro ano, eram muitos visitantes e poucos projetos. Ao longo do tempo, o número de submissões das redes públicas aumentou muito. Os alunos vêm visitar e se dão conta de que também podem desenvolver projetos na escola com os professores para trazer no ano seguinte — explica.

Neste ano, o Robopel reúne mais de 60 trabalhos voltados à tecnologia, inovação, robótica e cultura maker.
Coordenado pelo Criar Lab, o Robopel atua diretamente no fomento à cultura maker, à computação criativa e à aprendizagem baseada em projetos. A 9ª edição ocorre até sexta-feira (10), das 8h30min às 17h30min, no Pelotas Parque Tecnológico. A entrada é gratuita.
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