
As condições de saúde de cerca de mil pescadores artesanais de Rio Grande passarão a ser investigadas por um projeto da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). A iniciativa pretende identificar como as condições de trabalho e de vida influenciam a saúde da categoria e gerar informações para orientar futuras políticas públicas.
Para desenvolver o estudo, a universidade recebeu R$ 350 mil do Ministério da Pesca e Aquicultura. O projeto será coordenado pela Escola de Enfermagem da Furg e terá como foco comunidades pesqueiras do município.
Além do levantamento sobre as principais demandas de saúde, a iniciativa prevê ações nas comunidades, como orientações à população, capacitação de profissionais da rede pública e atividades de vigilância em saúde. O objetivo é aproximar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) da realidade vivida pelos pescadores.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Juliana Acosta, o projeto deve ajudar a compreender problemas que ainda são pouco conhecidos pela rede pública.
— Esse recurso foi destinado à Furg para que a gente consiga conhecer melhor as situações de saúde relacionadas aos processos de trabalho e de vida das pescadoras e dos pescadores — afirma.
O estudo também será integrado a pesquisas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) voltadas à saúde das mulheres pescadoras. A expectativa é que os resultados contribuam para ampliar o acesso da população pesqueira aos serviços de saúde e para prevenir doenças relacionadas à atividade.
Evento abrirá programação
A primeira ação aberta ao público ocorrerá em 5 de julho, durante a 1ª Festa dos Povos das Águas, no Santuário Nossa Senhora de Lourdes, na Ilha dos Marinheiros.
Além de feira de produtos locais e apresentações culturais, o evento oferecerá serviços gratuitos de saúde e cidadania, como testagem para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), atendimento odontológico, orientações sobre vacinação, prevenção ao câncer de pele, combate à dengue, saúde do trabalhador e emissão de carteiras de identidade.
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