
O Museu Oceanográfico Eliézer de Carvalho Rios, em Rio Grande, alcançou 100% de aprovação entre os visitantes, segundo uma pesquisa de satisfação realizada no primeiro semestre de 2026. O levantamento ouviu 3.104 pessoas e apontou que 85% dos entrevistados se disseram muito satisfeitos com a visita, enquanto os outros 15% afirmaram estar satisfeitos.
Não houve registros de avaliações negativas.
Além da satisfação geral, a pesquisa indica que 99% dos visitantes classificaram o atendimento prestado pelos funcionários como bom, enquanto 91% avaliaram como ótimo o nível de informação apresentado nas exposições.
Outro indicador positivo foi a facilidade de acesso ao espaço. Para 98% dos entrevistados, a localização do museu é de fácil acesso. Já a organização e a manutenção receberam conceito ótimo de 79% dos participantes e bom de outros 19%.
Indicação lidera divulgação
O levantamento também identificou que a principal forma de divulgação dos museus da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) continua sendo a recomendação de quem já visitou o local.
Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados conheceram o museu por indicação de amigos. A televisão foi citada por 9% dos visitantes e os guias turísticos por 8%.
O estudo ainda aponta um público distribuído entre diferentes faixas etárias. Pessoas com até 15 anos representam 20% dos visitantes. O grupo entre 31 e 45 anos corresponde a 23%, enquanto as faixas de 16 a 30 anos, 46 a 60 anos e acima de 60 anos representam 19% cada.
Maior coleção de conchas da América do Sul
Fundado em 1953 pelo oceanógrafo Eliézer de Carvalho Rios, o museu passou a integrar a Furg em 1975 e se consolidou como referência em pesquisa, educação ambiental e preservação da biodiversidade marinha.
O espaço recebe cerca de 50 mil visitantes por ano e abriga a maior coleção de conchas da América do Sul, formada por aproximadamente 51 mil lotes organizados pelo fundador da instituição.
O acervo também reúne coleções de peixes, mamíferos marinhos, aves, tartarugas, invertebrados e fósseis, além do esqueleto de uma baleia-fin, um dos maiores exemplares em exposição no Brasil.
Segundo a universidade, a pesquisa de satisfação foi elaborada com base em critérios técnicos de avaliação de museus e aplicada ao longo do primeiro semestre deste ano.
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