
O Programa Andorinha, iniciativa que aproxima a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) das escolas da rede municipal por meio de projetos de extensão, será retomado em 2026. As atividades devem começar no segundo semestre, com oficinas para estudantes, ações de formação continuada para professores e outras iniciativas voltadas às comunidades escolares.
Desenvolvido em parceria com a prefeitura de Pelotas, o programa retorna com 95 projetos cadastrados, número quase 50% superior ao da última edição, quando foram disponibilizadas 65 ações para as escolas municipais.
A proposta prevê que as instituições de ensino escolham quais projetos desejam receber. Para isso, a universidade organiza um catálogo com as iniciativas disponíveis, permitindo que cada escola selecione as atividades mais adequadas às suas necessidades.
— Montamos um catálogo com esses projetos. Junto com a Secretaria Municipal de Educação, organizamos um calendário e um portfólio para que as escolas pudessem se inscrever nas ações de interesse — explica a reitora da UFPel, Úrsula Silva.
O número de escolas participantes ainda não foi definido. Neste momento, as instituições estão recebendo o material de apresentação do programa e iniciando o processo de escolha das atividades.
Atividades recomeçam em agosto
Além de estudantes das licenciaturas, o Programa Andorinha também envolve acadêmicos de cursos de bacharelado, ampliando a integração entre universidade e educação básica.
— A educação básica e a educação superior precisam estar articuladas no processo de construção do conhecimento, da ciência e da formação educacional — afirma a reitora.
Segundo o vice-reitor da UFPel, Eraldo Pinheiro, o cronograma da edição deste ano já está em andamento. Durante junho, estão sendo realizadas reuniões entre direções das escolas e equipes responsáveis pelos projetos.
As atividades devem começar em agosto e seguir ao longo dos meses de setembro, outubro e novembro.
— A ideia é construir um processo contínuo de diálogo entre a UFPel e as escolas, garantindo que as atividades estejam alinhadas às necessidades das comunidades escolares — diz o vice-reitor.
Atualmente, o programa atende exclusivamente a rede municipal de ensino, mas a universidade avalia ampliar a iniciativa para escolas estaduais nos próximos anos.
Projeto foi criado durante a pandemia
O Programa Andorinha começou a ser estruturado em 2021, durante a pandemia de covid-19. O primeiro convênio entre a universidade e a prefeitura foi formalizado em 2022.
A iniciativa funcionou de forma contínua entre 2022 e 2024. Em 2025, houve interrupção em razão da troca de gestão municipal. Neste ano, a parceria foi retomada junto à Secretaria Municipal de Educação.
Desde a criação do programa, o número de projetos ofertados vem crescendo. A primeira edição contou com cerca de 20 iniciativas. Depois, o total passou para 33 e agora alcança 95 ações.
— Após quatro anos de implementação, acumulou-se uma experiência significativa tanto nas escolas participantes quanto nas equipes dos projetos. Neste ano, o programa passa a atuar de forma ainda mais articulada entre as demandas das escolas e as iniciativas desenvolvidas pela universidade — afirma Eraldo.
Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.




