
A construção da Subestação Pelotas 6, projeto que promete ampliar em 17% a capacidade de fornecimento de energia elétrica no município, teve seu cronograma alterado. A CEEE Equatorial confirmou que, embora as estruturas antigas e os galpões do local já tenham sido demolidos, o restante dos trabalhos foi postergado por uma "decisão estratégica" da distribuidora. A nova previsão é de que as obras sejam retomadas em janeiro de 2027.
O empreendimento da subestação conta com um investimento estimado em R$ 32,8 milhões e já possui a licença ambiental concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Quando concluída, a estrutura — que inclui uma linha de alta tensão de 138 kV com mais de nove quilômetros de extensão, seis novos alimentadores e um transformador de 33 MVA — deverá beneficiar diretamente mais de 220 mil moradores da região.
Sede administrativa de R$ 5 milhões já foi inaugurada
Se a subestação de energia ficou para o próximo ano, a modernização da estrutura administrativa da companhia na Zona Sul já é uma realidade. A CEEE Equatorial inaugurou em maio a restauração de sua sede em Pelotas, localizada na Praça 20 de Setembro.
O prédio, que é tombado pelo patrimônio histórico municipal, passou por uma revitalização que consumiu R$ 5 milhões em investimentos — completando, junto com a futura subestação, o aporte total de R$ 37,8 milhões previstos para o complexo.
A intervenção contemplou a restauração das fachadas principal e laterais, preservando a arquitetura original do edifício e adaptando o interior para os cerca de 130 colaboradores da unidade.
Aporte de R$ 73 milhões na região desde 2021
A modernização do prédio histórico faz parte de um montante ainda maior, de R$ 73 milhões, aplicados pela distribuidora no sistema elétrico de Pelotas desde 2021. De acordo com o balanço da empresa, o pacote de melhorias na infraestrutura urbana incluiu:
- 9.650 novos postes implantados.
- 1.115 transformadores instalados.
- 175 equipamentos de automação na rede.
- 4.500 km de linhas de transmissão inspecionadas preventivamente.
Além da infraestrutura de engenharia, a distribuidora informou ter destinado R$ 3 milhões para programas de eficiência energética — voltados à substituição de eletrodomésticos e iluminação de famílias de baixa renda — e R$ 1,2 milhão para a qualificação energética de hospitais e prédios públicos do município.





