
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) deverá investir R$ 20 milhões em projetos de preservação, modernização e ampliação do acesso aos seus acervos científicos, históricos e culturais. O valor foi aprovado na última sexta-feira (22), por meio de edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), voltado a instituições de ensino e pesquisa de todo o país.
A UFPel aprovou propostas simultaneamente nas duas linhas de financiamento do edital: uma destinada a acervos científicos e outra voltada a acervos históricos e culturais. Cada projeto prevê R$ 10 milhões em investimento.
Segundo a universidade, o recurso será destinado principalmente à compra de equipamentos para digitalização dos acervos, permitindo que coleções científicas e culturais sejam disponibilizadas online para acesso público.
Entre os equipamentos previstos estão sistemas voltados ao registro digital e à catalogação de materiais biológicos, documentos e peças museológicas mantidas pela instituição.
Outra frente prevista é a aquisição de dois ônibus adaptados, que funcionarão como museus itinerantes. A proposta é levar parte das coleções biológicas e culturais da universidade para bairros e comunidades fora do ambiente acadêmico.
O investimento também prevê melhorias na infraestrutura de armazenamento e preservação dos materiais, muitos deles mantidos atualmente em espaços que demandam qualificação técnica para conservação.
A primeira linha contempla principalmente coleções ligadas à área de Ciências Biológicas, reunindo acervos do Instituto de Biologia, do Museu Carlos Ritter e coleções de espécies animais, insetos e plantas.
Já a segunda envolve a rede de museus da universidade, incluindo o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Malg), o Museu do Doce e outras coleções vinculadas à UFPel.
— É um recurso que tem um impacto muito forte na pesquisa da instituição. Esses acervos são um objeto de estudo importantíssimo na área biológica, mas também na área de humanidades, de artes. A única universidade do país que aprovou projetos nas duas linhas — explica o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPel, Marcos Correa.
A expectativa da universidade é que os recursos sejam liberados entre novembro e dezembro deste ano. Segundo Correa, a maior parte das aquisições de equipamentos deve ocorrer no início de 2027.
Os valores são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e serão administrados pela Fundação Delfim Mendes da Silveira, estrutura responsável pelo suporte à execução financeira dos projetos.
Além da preservação dos acervos, a iniciativa busca fortalecer pesquisas nas áreas biológicas e de humanidades e ampliar a aproximação da universidade com a comunidade por meio da qualificação das exposições físicas e digitais.
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