
O município de São Lourenço do Sul obteve um financiamento de R$ 20 milhões para a construção de uma usina solar de quatro megawatts de potência e de uma rede com pontos de abastecimento elétricos rápidos.
O investimento é viabilizado por meio do edital FinanCidades, do World Resources Institute Brasil (WRI Brasil) — uma organização de pesquisa independente —, e será integralizado pela Caixa Econômica Federal.
A iniciativa faz parte de um projeto a médio prazo que, de acordo com o prefeito Zelmute Marten (PT), tem como meta a criação de um sistema de transporte coletivo totalmente elétrico e com tarifa zero até a metade de 2027.
A intenção do executivo municipal é construir a usina para, em seguida, estruturar uma frota composta apenas por veículos elétricos. Apesar da aprovação no edital, a prefeitura ainda não contratou a empresa responsável por erguer a estrutura, e as obras seguem sem prazo ou local definidos.
Para custear o financiamento, a estratégia da administração municipal é utilizar os recursos da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), paga mensalmente pelos moradores.
— Os recursos da Cosip dos nossos cidadãos serão utilizados para pagar o financiamento e para custear o transporte público tarifa zero — afirma Marten.
Com a conclusão da primeira etapa — a edificação da usina —, o passo seguinte será a aquisição de vans elétricas por empresas privadas que operam o transporte público local. Conforme o prefeito, as vans seriam mais eficientes para a realidade do município do que os ônibus tradicionais.
— Diminuindo o tamanho do equipamento que vai fazer a operação, nós vamos diminuir os custos operacionais e criar as condições para fazer o financiamento do transporte coletivo tarifa zero — explica.
O número exato de veículos necessários ainda não foi fechado, mas a estimativa do prefeito é de que sejam utilizadas de seis a dez vans. A população do município é de aproximadamente 42 mil pessoas e a meta é atingir a eletrificação completa do sistema.
Segundo Marten, a proposta foca em dois objetivos principais: auxiliar na descarbonização e reduzir o custo de vida dos moradores. Ele aponta, ainda, que o modelo atual de transporte coletivo vem perdendo sustentabilidade com o avanço dos aplicativos de mobilidade, o que afasta o interesse das concessionárias.
— As empresas que operam o nosso transporte coletivo na área urbana e na área rural querem abandonar os contratos porque não têm o número de passageiros suficientes para viabilizar as linhas — contextualiza o prefeito.
Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.




