
Após anos convivendo com enchentes às margens do Arroio das Cabeças, na Vila da Quinta, em Rio Grande, 55 famílias retiradas da área de risco aguardam a entrega de novas moradias no próprio bairro.
Os moradores foram removidos do local por determinação judicial, após pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A área é considerada de risco e também classificada como de preservação permanente.
Segundo a prefeitura, as casas estão em construção na região conhecida como Vila Quintinha, a cerca de 1,5 quilômetro do ponto atual de moradia. A previsão é de que as unidades sejam entregues até o fim do ano.
O investimento total é de aproximadamente R$ 11 milhões. Além das moradias, o projeto prevê a construção de uma praça com biblioteca comunitária, calçadas em frente às residências e pavimentação em parte da área.

— O Arroio das Cabeças é um curso d’água de pequeno porte, e normalmente são esses que às vezes são perigosos, porque as populações se sentem seguras para se instalar às margens justamente porque ele aparentemente não representa grandes riscos — comenta o secretário de Planejamento, Habitação e Regularização Fundiária, Glauber Gonçalves.
O aposentado Luis Antônio Nunes Barreto viveu por cerca de 40 anos no local e relembra os prejuízos causados pelas cheias frequentes.
— Eu trabalhava no Albardão, na colheita da resina. Quando cheguei, a água já tinha tomado conta. Passou até por cima do carro. Às vezes enchia, abaixava, nós voltava, e de repente tinha que sair de novo — conta.
Todo o processo é acompanhado pela Procuradoria Jurídica do Município, que atua conforme as determinações do Ministério Público.
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