
Produtores e trabalhadores rurais da Campanha gaúcha passarão a contar com um novo espaço de qualificação profissional voltado ao uso de tecnologias no campo. Um centro de formação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) começará a operar nas próximas semanas na BR-293, entre Bagé e Hulha Negra.
A estrutura oferecerá cursos gratuitos, com aulas teóricas e práticas, para capacitação no uso de máquinas e equipamentos agrícolas, como tratores, colheitadeiras, plantadeiras e drones.
A expectativa é atender até 400 pessoas por mês.
Segundo o superintendente do Senar, Eduardo Condoreli, as atividades começam em caráter experimental nas próximas semanas.
— A partir da próxima semana, provavelmente no dia 11 de maio, nós iniciaremos treinamentos de maneira ainda experimental, fazendo com que haja um teste de toda a operação — adianta.
A inauguração oficial está prevista para 23 de maio.

Sem custos aos participantes
Além da formação gratuita, o Senar também custeará despesas dos participantes durante o período de capacitação.
Segundo a diretora de Administração e Finanças da instituição, Fabiana Flores, os alunos terão transporte, hospedagem, alimentação e seguro sem cobrança.
— A pessoa que irá fazer o treinamento ela não terá nenhum tipo de custo, o Senar arcará com todas as despesas, despesas de transporte, alimentação, estadia, os alunos terão seguro, então terão os locais para as aulas teóricas, aulas práticas aqui no centro de formação e eles não terão custo algum nessa semana que estarão em aula no Senar.

Durante o curso, a instituição oferecerá hospedagem e transporte entre hotel e centro de formação.
As inscrições deverão ser feitas a partir de 23 de maio nos sindicatos rurais de cada município.
Estrutura e impacto econômico
A obra começou em fevereiro de 2025. A escolha da localização levou em conta o potencial de crescimento da agricultura na região e a proximidade com o Porto de Rio Grande.
O centro conta com 11 salas de aula, quatro laboratórios e cinco pavilhões voltados às atividades práticas.
A proposta é ampliar a qualificação de mão de obra para operar tecnologias cada vez mais presentes no agronegócio.
Além da capacitação profissional, a expectativa é de impacto econômico indireto na região, com aumento da demanda por hospedagem, alimentação e outros serviços.




