
As buscas por vítimas de um naufrágio na Lagoa dos Patos, em Pelotas, entram no quarto dia nesta segunda-feira (4). Segundo o Corpo de Bombeiros, as condições climáticas são mais favoráveis para a operação.
O número de ocupantes da embarcação foi novamente revisado e voltou a quatro pescadores. A informação preliminar indica que o grupo teria saído de São José do Norte.
Dois homens já foram encontrados mortos entre sábado (2) e domingo (3). Eles foram identificados como Marlom Lopes da Silva e Tales Silva Sales. Os corpos de ambos foram encaminhados para São José do Norte, onde residiam, o sepultamento de Tales aconteceu às 10h desta segunda, enquanto o de Marlom está previsto para às 17h30min.
As equipes seguem mobilizadas na procura pelos outros dois desaparecidos.
— Hoje a gente está com o tempo limpo, com boa visibilidade. Está bastante favorável para dar seguimento às buscas — afirmou o capitão Bolivar de Oliveira Gomes, comandante da 2ª Companhia de Bombeiro Militar do 3º Batalhão de Bombeiro Militar.
O caso teve início na noite de sexta-feira (1º), por volta das 20h30min, quando bombeiros foram acionados após relatos de que duas pessoas estariam sobre a estrutura de uma embarcação à deriva, a cerca de 10 milhas náuticas da margem, na altura da Lagoa dos Patos.
Ao chegarem ao local, as equipes não localizaram nem a embarcação nem as vítimas. Posteriormente, foi confirmado que se tratava de um barco de pesca e que quatro pessoas estavam a bordo.
Segundo os bombeiros, divergências em informações iniciais são comuns nesse tipo de ocorrência, já que pescadores frequentemente saem sem comunicar oficialmente o número total de tripulantes.
Área de buscas foi redefinida

Com base nos pontos onde os corpos foram localizados, as equipes passaram a concentrar as buscas em um quadrante específico da lagoa, entre a região da Ilha da Feitoria e o Estreito, já na área de São José do Norte.
— Uma das vítimas foi encontrada próxima ao Estreito, o que indica a influência das correntes e do vento. A partir disso, definimos uma área mais direcionada, onde provavelmente os outros dois desaparecidos devem ser localizados — explicou o capitão.
Participam da operação equipes de Pelotas e São José do Norte, além da Marinha do Brasil, com embarcações e aeronave.
Clima influencia operação
As condições climáticas têm impactado diretamente o andamento das buscas. Nos últimos dias, vento forte e instabilidade dificultaram a navegação e reduziram a visibilidade.
— O vento não impede, mas dificulta bastante. A gente precisa reduzir a velocidade e redobrar o cuidado. Já a visibilidade é fundamental, inclusive para o uso de aeronaves — detalhou o comandante.
Segundo ele, o cenário desta segunda-feira é mais favorável, o que aumenta a expectativa de avanço ao longo do dia.
O capitão também reforçou que havia alerta de condições adversas para a região na noite do acidente, com previsão de chuva e vento forte.
— É importante que as pessoas respeitem os alertas da Defesa Civil. Mesmo assim, houve a saída para a lagoa — afirmou.
A Marinha do Brasil instaurou inquérito para apurar as causas e circunstâncias do acidente.
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