As barreiras de areia utilizadas para conter o avanço da lama na Praia do Cassino, em Rio Grande, foram ampliadas nesta segunda-feira (11) após o aumento da área afetada pela ressaca registrada nos últimos dias no litoral sul do Estado.
Conhecidas como marachas, as estruturas são instaladas ao longo da faixa de areia para delimitar áreas de risco e reduzir o impacto da água e do barro sobre trechos críticos da orla.
Além da manutenção das barreiras, houve reforço na sinalização e instalação de novas placas para orientar moradores e visitantes sobre restrições de circulação.

Segundo a Secretaria de Município do Cassino, a área com maior acúmulo de lama, que antes se concentrava entre as guaritas 12 e 16, agora se estende entre as guaritas 11 e 22.
Circulação dificultada
Em alguns pontos, a lama avançou até as dunas e dificulta a passagem de veículos e pedestres, já que o solo fica escorregadio e instável.
A recomendação é para que frequentadores evitem atravessar áreas isoladas e respeitem a sinalização instalada ao longo da praia.
Fenômeno natural
Pesquisadores do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) afirmam que o fenômeno é natural e costuma ocorrer em períodos de forte agitação marítima.
A ressaca faz com que sedimentos finos depositados no fundo do mar sejam deslocados para a superfície, formando acúmulos conhecidos como “bolas de lama” na beira da praia.
Procurada pela reportagem, a Portos RS informou que acompanha a situação e afirmou que, até o momento, não há relação identificada entre o avanço da lama e serviços de dragagem realizados na região.
A expectativa é de melhora gradual nas próximas semanas, dependendo das condições climáticas e do comportamento do mar.
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