
A Praia do Cassino, em Rio Grande, recebeu nesta semana a instalação de placas de alerta sobre a presença de lama em trechos da orla. Ao todo, a prefeitura sinalizou oito pontos, com orientação para que banhistas e frequentadores evitem a circulação nas áreas indicadas. A maior concentração do material está localizada entre as guaritas 12 e 16, onde o solo apresenta instabilidade e risco de escorregamento.
Apesar da sinalização, os acessos à praia seguem liberados. Além dos alertas sobre os sedimentos, as novas placas reforçam a proibição de circulação de veículos em determinados trechos, medida para garantir a segurança e a preservação da faixa de areia.
Fenômeno e dinâmica natural
A lama voltou a aparecer no início deste mês, após uma ressaca provocada por ventos intensos no litoral gaúcho. De acordo com o secretário do Cassino, Miguel Satt, o episódio atual é considerado de menor intensidade se comparado a eventos anteriores.
— A área foi demarcada justamente para evitar a circulação de pessoas e veículos, principalmente em um período em que a variação do nível do mar é mais frequente — explica.
A expectativa é de que a situação se normalize nas próximas semanas por meio da ação natural das marés, que deve dispersar o material.

Histórico e explicação técnica
O acúmulo de lama é um fenômeno recorrente na região. Em dezembro de 2025, cerca de quatro quilômetros da orla foram afetados, o que chegou a causar interdições devido aos riscos. Segundo pesquisadores do Instituto de Oceanografia da Furg, a formação desses bancos está ligada à dinâmica costeira: o material acumulado em áreas profundas é levado à areia durante ressacas, ciclones ou ventos fortes.
A interação entre correntes marítimas e fatores climáticos explica por que o sedimento pode reaparecer em diferentes pontos da praia ao longo do tempo, sem um cronograma fixo.
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