
Pelotas foi definida como a cidade que irá servir de base das operações da Petrobras para a prospecção de petróleo na Bacia Pelotas, que se estende do litoral gaúcho até o sul da costa catarinense. O anúncio foi feito na quarta-feira (8), durante uma reunião entre a prefeitura e representantes da Petrobras.
A escolha do município é em decorrência da estrutura do Aeroporto Internacional João Simões Lopes Neto. Em uma possível fase de perfuração, o aeroporto pelotense poderá servir como base para helicópteros que transportarão os funcionários para as plataformas de petróleo.
Atualmente, o Porto de Rio Grande já é responsável por fornecer suporte para as pesquisas sísmicas que são realizadas para o mapeamento do hidrocarboneto.
Conforme a Prefeitura de Pelotas, nos próximos meses, uma audiência pública deve ser realizada na cidade para detalhar a operação.
Pesquisa sísmica já acontece na região
Ainda não há uma confirmação da existência de petróleo na região. Por isso, as pesquisas sísmicas funcionam como uma espécie de ultrassonografia do fundo do mar para identificar as áreas com potenciais de possuir a matéria-prima.
Nessa técnica, equipamentos emitem ondas sonoras que penetram o subsolo marinho. O retorno dessas ondas, refletidas pelas diferentes camadas geológicas, é captado por sensores e processado para mapear a estrutura do fundo do mar e identificar possíveis acumulações de hidrocarbonetos, como o petróleo.
No final do ano passado, a empresa noruguesa TGS iniciou o mapeamento do subsolo marinho da Bacia de Pelotas para avaliar o potencial de petróleo na região.
No total, são 105 mil quilômetros quadrados de área licenciada, em águas com profundidade mínima de 200 metros. A menor distância da costa é de cerca de 95 quilômetros referente ao município de Mostardas.
— Os nossos dados já estão sendo disponibilizados para as empresas. Não é possível afirmar se terá data para a perfuração começar, mas estamos positivos com as jazidas de Petróleo encontradas na Namíbia, na África, que compartilha semelhanças geológicas com a Bacia de Pelotas devido à separação do supercontinente Pangeia — comenta João Corrêa, country manager da TGS.
O estudo deve se estender até 2028. Desde novembro, a companhia também opera em parte mais ao norte da Bacia de Pelotas, em Santa Catarina.
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