
O monitoramento sanitário na Estação Ecológica do Taim segue de forma contínua, mesmo após a reabertura da área para atividades de pesquisa nesta quinta-feira (16). Segundo autoridades, a unidade permanece sob vigilância permanente, com acompanhamento diário de possíveis casos de gripe aviária.
— Não há um momento em que esse monitoramento cesse. O Taim é acompanhado o tempo todo, com verificação de animais mortos ou com sinais clínicos e coleta de amostras para diagnóstico — afirma o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal do Estado, Fernando Groff.
A reabertura ocorreu após o cumprimento do protocolo sanitário exigido para casos de gripe aviária, que prevê 28 dias consecutivos sem novos registros da doença. O prazo foi contado a partir da última detecção de aves mortas, registrada em 18 de março.
— A gente segue a ficha técnica de influenza, que prevê esse período de espera. Com isso, a área pode ser liberada — explica Groff.
A Estação Ecológica do Taim havia sido interditada no início de março, após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em cisnes-coscoroba encontrados na Lagoa da Mangueira.
Apesar da desinterdição sanitária, o acesso ao local segue restrito a pesquisadores. A circulação foi limitada de forma preventiva para reduzir o risco de disseminação do vírus entre animais silvestres.
— O pessoal do ICMBio já liberou as atividades de pesquisa. É um trabalho contínuo, com estudos de longo prazo, que não podem parar — afirma.
De acordo com Groff, o foco identificado ficou restrito à espécie cisne-coscoroba. Outras aves chegaram a ser monitoradas durante o período, mas não houve confirmação de transmissão para outras espécies.
— Monitoramos outras espécies, mas não houve transmissão confirmada. Foi um evento pontual — diz.
Apesar de a doença ter potencial zoonótico, o risco para a população é considerado baixo, especialmente fora de ambientes com contato direto com animais infectados.
— Não há perigo imediato para a população. Os casos de transmissão para humanos, no mundo, envolvem contato muito próximo e prolongado com animais doentes. Mesmo assim, é importante não manipular aves mortas e acionar os órgãos responsáveis — orienta.
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