
O ciclista rio-grandino Pablo Guilherme Oliveira se prepara para encarar, entre os dias 18 e 21 de abril, um percurso de aproximadamente mil quilômetros entre Curitiba, no Paraná, e Rio Grande, no Sul do Estado, em um desafio que une esporte e solidariedade.
A iniciativa busca dar visibilidade à causa animal e mobilizar arrecadações para o projeto Justiça pelo Costela, desenvolvido em Rio Grande. Criado a partir da mobilização pelo caso do cão Costela, o projeto hoje atua no apoio a animais em situação de vulnerabilidade no município.
Segundo Oliveira, essa não será a primeira vez que ele encara um desafio de longa distância. A ideia de unir o ciclismo à solidariedade surgiu de um desejo pessoal, ainda em 2024.
— A primeira edição consistiu em um pedal de 24 horas, com arrecadação destinada a um projeto no Povo Novo. Já a segunda percorreu cerca de 500 quilômetros, saindo da Iemanjá, no Cassino, até o Cristo Protetor, em Encantado. Na terceira edição, no ano passado, o percurso chegou a 700 quilômetros, fizemos a volta na Lagoa dos Patos, e destinamos as doações a uma instituição do bairro Quinta — relata.
Agora, o desafio ganha uma nova dimensão. Serão cerca de mil quilômetros percorridos em quatro dias, com média de 250 quilômetros por dia.
O trajeto começa em Curitiba, no próximo sábado (18), pela BR-101. A previsão de chegada em Rio Grande é no dia 21 de abril.
Durante o trajeto, ele irá realizar a divulgação periódica da chave Pix do projeto, por meio do seu perfil nas redes sociais. O intuito é arrecadar recursos financeiros, que posteriormente serão utilizados para custear as ações sociais de resgates e castrações dos animais.
— A gente divulga a pedalada, faz bastante conteúdo e relatos durante o percurso e, graças a Deus, sempre tem bastante interação. Também divulgamos a chave Pix diretamente da instituição. Então, as doações são feitas dessa maneira, com o valor arrecadado indo direto para eles — explica Oliveira.
"Tem vivencias que a gente não consegue nem por em palavras"
Desta vez, Oliveira contará com a companhia de outro ciclista, Emerson Botelho, durante o trajeto. Segundo ele, a estratégia será pedalar durante o dia e descansar à noite.
— Esse pedal é mais mental do que físico, então é importante cuidar da cabeça para conseguir seguir tranquilo. As mensagens de carinho e o apoio no trecho nos motivam muito. Tem gente de vários lugares que quer pedalar um pedaço com a gente. É muita solidariedade, tem vivências que a gente nem consegue colocar em palavras — afirma.
A chegada da dupla está prevista para a Praia do Cassino, no dia 21 de abril, onde os ciclistas devem ser recepcionados por apoiadores e moradores.
— Só quem participa dessas pedaladas solidárias entende o sentimento. É gratificante poder concluir cada edição — finaliza.


