
A mobilização da comunidade já começou para recuperar a Catedral Metropolitana São Francisco de Paula, em Pelotas, após os prejuízos causados por furtos de fios de energia elétrica nas últimas semanas. Sem recursos imediatos para o conserto, a paróquia organiza uma série de ações para arrecadar dinheiro e viabilizar os reparos.
A primeira iniciativa será um chá beneficente com show de prêmios, marcado para o dia 16 de maio, na própria catedral. Os ingressos custam R$ 35 e são vendidos na secretaria da paróquia.
— É a primeira ação. Depois ainda vamos fazer outras, como almoço e atividades na festa do padroeiro, para conseguir dar conta dos custos — afirma o pároco, padre Wilson da Mota Fernandes.
O valor estimado para essa etapa inicial dos reparos é de cerca de R$ 15 mil. Segundo o padre, o impacto é significativo porque a manutenção da igreja depende basicamente de doações.
— O que nós temos de recurso vem de dízimos e ofertas. Tudo é feito com muito sacrifício. Não é todo dia que se consegue esse valor — diz.
Mobilização para reconstrução
Além da arrecadação, a mobilização também busca reforçar o vínculo da população com o espaço, considerado um dos principais patrimônios históricos da cidade.
— É um patrimônio de todos, não é só da igreja. A importância é que a comunidade também se sinta responsável por cuidar — destaca.
Parte da catedral segue sem iluminação adequada, o que afeta o ambiente das celebrações, embora a programação esteja mantida.
— As missas continuam normalmente, mas uma parte está na penumbra. Para resolver, precisa refazer toda a estrutura elétrica — explica.
Prejuízo após furtos
Os criminosos levaram mais de 1,2 mil metros de cabos ao longo dos últimos 20 dias. A situação atinge uma rede que havia sido recentemente restaurada com recursos da própria comunidade.
— No ano passado, nós gastamos mais de R$ 50 mil refazendo toda a parte elétrica. Agora temos que fazer de novo — relata o padre.
O prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e passou por um processo de restauração mais amplo nos últimos anos, com investimento superior a R$ 1 milhão por meio da Lei Rouanet.
A Polícia Civil investiga os furtos registrados no local.
