
Trabalhadores da educação, alunos e familiares realizaram protestos em escolas municipais de Pelotas, na quinta-feira (12), para cobrar a contratação de mais profissionais na rede pública. As manifestações ocorreram em diferentes pontos da cidade e incluíram paralisações de atividades e atos em frente a colégios.
A mobilização ocorreu diante da falta de servidores nas escolas, problema que, de acordo com os organizadores, atinge 70 das 94 unidades da rede municipal.
Na Escola Piratinino de Almeida, no bairro Areal, pais, estudantes e funcionários colocaram cartazes em frente ao prédio para chamar atenção para a situação. O protesto foi motivado pela não aprovação de contratações emergenciais de profissionais, pela Câmara de Vereadores, medida considerada necessária para manter o funcionamento das escolas.

Já na Avenida Fernando Osório, outra mobilização reuniu integrantes da comunidade escolar que chegaram a interromper o trânsito para pedir apoio à causa.
De acordo com o diretor Maiquel Fouchy, da escola Fernando Osório, a falta de profissionais tem gerado sobrecarga entre os servidores e impacto direto no atendimento aos estudantes.
— E este ano, em especial, nós temos aí uma disputa dentro do Legislativo e do Executivo, uma hora liberam, uma hora trancam os profissionais e quem fica prejudicado são os profissionais que estão sobrecarregados e esses alunos que estão com seus direitos violados. Então é aluno, é família, é profissional, todos prejudicados por uma questão política. Precisamos de organização e de respeito à educação, precisamos de profissionais para ter uma educação de qualidade. Não adianta a gente cumprir calendário, ter aula todos os dias se não temos profissionais e se não temos uma educação de qualidade — afirma.
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