
O Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP) solicitou à prefeitura de Pelotas o reajuste da tarifa do transporte público urbano de R$ 6,00 para R$ 6,41. O pedido foi formalizado na sexta-feira (27) e passou a ser analisado pelo Executivo municipal, responsável pela definição do valor final da passagem de ônibus.
Segundo o diretor-executivo do consórcio, Enoc Guimarães, a solicitação considera o aumento dos custos operacionais do transporte coletivo, especialmente relacionados aos insumos do sistema e ao reajuste salarial dos trabalhadores, cuja data-base ocorre em fevereiro.
De acordo com o dirigente, as empresas já precisam aplicar a correção nos salários, mesmo antes da conclusão da convenção coletiva, o que pressiona as contas do sistema. Outro fator apontado é a queda no número de passageiros. Conforme o consórcio, houve redução de cerca de 7% na demanda em 2025 em comparação com o ano anterior.
Atualmente, o sistema conta com 145 veículos em operação e aproximadamente 500 trabalhadores, entre motoristas, cobradores, mecânicos, fiscais, equipes administrativas, profissionais de limpeza e funcionários ligados ao atendimento ao público. Segundo Guimarães, a estrutura operacional amplia o impacto dos reajustes salariais e dos custos de manutenção sobre o equilíbrio financeiro do transporte coletivo em Pelotas.
O diretor afirma ainda que mudanças recentes na desoneração da folha de pagamento também impactaram o cálculo tarifário, acrescentando custos à operação. Diante desse cenário, o consórcio defende que o reajuste seja aplicado de forma imediata para evitar acúmulo de prejuízos financeiros no sistema.
O contrato de concessão prevê fevereiro como o mês de revisão tarifária anual. Conforme o representante das empresas, já ocorreram reuniões técnicas com a prefeitura para discussão dos números apresentados, e o setor aguarda uma definição com brevidade.
Em análise
Apesar do pedido, o valor integral proposto não deve ser aceito pelo município. À GZH, o secretário de Comunicação de Pelotas, Tony Sechi, afirmou que a tendência é que a correção da tarifa ocorra com base no índice da inflação, resultando em um reajuste menor do que o solicitado pelas empresas.
A administração municipal analisa os dados técnicos do pedido de reajuste antes de definir o novo valor da passagem por meio de decreto, a ser publicado no Diário Oficial.
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