
O Boto-de-Lahille, reconhecido como patrimônio imaterial de Rio Grande, ganhou mais uma homenagem no Balneário Cassino. Uma nova escultura de 2,7 metros de comprimento — tamanho que representa as dimensões reais do mamífero — foi instalada na orla do balneário no último sábado (28).
O monumento é de autoria do artista pelotense Clair Colvara e resulta de uma doação da ONG Kaosa e do Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), por meio do projeto Arte, Ciência e Comunidade: uma abordagem holística para a conservação do boto-de-Lahille.
A iniciativa conta com financiamento da Whitley Fund for Nature (WFN) e da organização internacional Yaqu Pacha, voltadas à conservação da espécie.
— Queremos que as pessoas se apropriem da história desses botos. Cetáceos como botos, baleias e leões-marinhos são importantes no combate às mudanças climáticas, pois ajudam na produção de fitoplâncton, responsável por gerar cerca de 50% do oxigênio do planeta — afirma Pedro Fruet, biólogo, pesquisador da espécie e integrante da Kaosa.
Esta é a segunda obra dedicada ao animal instalada na cidade. Em novembro, uma primeira escultura já havia sido inaugurada, marcando o início das homenagens públicas ao mamífero que se tornou símbolo da relação entre a comunidade e o mar.
Segundo Fruet, estão previstas ainda outras réplicas.
— Estão previstas a instalação de cinco peças, definidas em conjunto com a prefeitura de Rio Grande para entrega à comunidade. A terceira já está sendo fabricada — informa.

O boto-de-Lahille, de nome científico Tursiops gephyreus, é exclusivo das águas costeiras do Brasil, Uruguai e Argentina e é uma espécie considerada ameaçada.
Ainda segundo Pedro Fruet, existem cerca de 600 animais no mundo, sendo que entre 25% e 30% dessa população encontra-se em Rio Grande
Os botos podem medir até quatro metros de comprimento e pesar cerca de 500 quilos. O tempo de vida dos animais pode chegar, no máximo, a 45 anos.
A escultura conta com sistema interno de GPS para monitoramento. A orientação é que todos cuidem e respeitem o monumento, evitando subir ou apoiar-se sobre a estrutura.
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