
Uma ação conjunta do Procon de Pelotas e da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), fiscalizou três postos de combustíveis no interior de Pelotas na última sexta-feira (20). A operação foi motivada por denúncias de produtores de arroz que relataram prejuízos devido à alta no preço do óleo diesel.
As equipes analisaram notas fiscais de compra dos postos junto às distribuidoras, com o objetivo de comparar os valores pagos com os preços praticados nas bombas para os consumidores. Também foi aplicado um critério técnico para verificar a margem de lucro, considerando como abusiva uma taxa superior a 20%.
Durante a ação, não foram identificados valores considerados abusivos na venda do combustível. Segundo o Procon, foi constatado que o preço elevado já chega aos postos a partir das distribuidoras, impactando diretamente o valor final ao consumidor.
— Cada um trabalha dentro de uma margem, mas a gente sabe que acima de 20% é considerado abusiva. Não encontramos nenhum valor exorbitante. O que a gente acordou é que os preços do combustível das distribuidoras já estão chegando nos postos de combustíveis com um preço significativamente elevado — explica o coordenador executivo do Procon de Pelotas, Cristoni Costa.
A fiscalização ocorre em meio à preocupação do setor agrícola, especialmente os produtores de arroz, que apontam o aumento no custo do diesel como fator de impacto na produção.
Em 13 de março, o Procon identificou aumento no preço de todos os combustíveis comercializados no município no mês de março. O levantamento foi feito em 25 postos da cidade. Segundo o órgão de defesa do consumidor, o diesel apresentou a maior elevação, com diferenças que chegam a 24,26% entre os estabelecimentos.





