
Ao menos 10 pessoas precisaram de atendimento médico após serem atingidas por queimaduras de águas-vivas e caravelas-portuguesas na Praia do Cassino na segunda-feira (2). Do total, um caso foi considerado grave e nove moderados. Os casos foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cassino.
O caso mais sério envolveu uma menina de 12 anos, que teve parte do tórax queimado por uma caravela-portuguesa. De acordo com a coordenadora da UPA, Gabriela Dalligna, a pré-adolescente chegou na unidade com muita dor e queimaduras em toda a região da barriga e parte das costas.
— Esse caso é o único que confirmamos com certeza que se trata de caravela-portuguesa. Mãe d'água [água-viva] não faz isso, porque os tentáculos são menores. A menina estava queimada em todo o tórax, então dava para ver que era um machucado característico da caravela — relatou.
Os demais casos foram tratados como moderados. Os pacientes, ao chegar na UPA, recebiam medicação para dor, aplicação de vinagre na área atingida e após estabilização dos sintomas eram liberados.
Somente nesta segunda-feira, os guarda-vidas registraram 576 ocorrências envolvendo queimaduras pelos cnidários na Praia do Cassino. Os dados englobam tanto casos com águas-vivas como caravelas-portuguesas.
Em caso de acidente, a orientação é não esfregar o local atingido, retirar os tentáculos com pinça ou objeto rígido e aplicar compressa com vinagre. A vítima deve procurar atendimento com os guarda-vidas e buscar avaliação médica se apresentar sintomas como falta de ar, tontura ou mal-estar.
Quando há grande quantidade de caravelas-portuguesas ou águas-vivas no mar, é hasteada bandeira roxa nas guaritas.
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