
Comprar material escolar ficou mais caro em Pelotas em 2026. Levantamento do Procon municipal aponta que o conjunto de 14 itens básicos pesquisados apresentou aumento médio de R$ 74,87 em comparação com o ano passado. O valor médio da lista elevou 26%, passando de R$ 286,97, em janeiro de 2025, para R$ 361,84 neste ano.
A pesquisa foi realizada na quarta-feira (14) pelo Serviço de Educação ao Consumidor do Procon Pelotas e analisou preços mínimos, máximos e médios de produtos comuns nas listas escolares, como cadernos, canetas, lápis de cor e estojos.
Segundo o coordenador executivo do órgão, Crístoni Costa, o levantamento busca orientar pais e responsáveis no momento da compra e reduzir o impacto no orçamento familiar.
Além do aumento no valor médio, o estudo chama atenção para a grande diferença de preços entre marcas e estabelecimentos. A soma dos menores valores encontrados para os 14 itens ficou em R$ 77,31, praticamente estável em relação a 2025. Já o total com os maiores preços chegou a R$ 727,17, um acréscimo de R$ 146,57 em comparação com o levantamento do ano anterior.
Essa disparidade aparece de forma clara em alguns produtos. Um estojo, por exemplo, pode custar desde R$ 5,99 até R$ 137, dependendo da marca e da papelaria. O mesmo ocorre com os cadernos espirais de capa dura: o modelo de 80 folhas varia entre R$ 7,99 e R$ 49,90, enquanto o de 160 folhas pode ir de R$ 14,90 a R$ 76. No caso do lápis de cor, o conjunto com 12 cores foi encontrado entre R$ 4,50 e R$ 68.
O Procon também reforça que escolas não podem exigir materiais de uso coletivo, como produtos de higiene e limpeza, copos, giz e canetas para quadro branco. A prática é proibida pela Lei nº 12.886, de 2013, e a responsabilidade por esses itens é da instituição de ensino.
Por outro lado, as apostilas com conteúdo didático específico adotadas pela escola estão entre os poucos materiais cuja compra pode ser obrigatória. Nesses casos, as instituições costumam vender diretamente o material ou indicar os pontos de comercialização.
O Procon orienta atenção com a emissão da nota fiscal e que a compra do material escolar seja feita com planejamento e pesquisa, como forma de reduzir os impactos do aumento nos preços sobre o orçamento das famílias.
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