
O número de atendimentos do Corpo de Bombeiros para combater enxames de abelhas disparou em Pelotas e Rio Grande nas últimas semanas. Dados oficiais mostram que as ocorrências cresceram de forma expressiva nos dois municípios, impulsionadas principalmente pelo período reprodutivo das colmeias, pelo calor e pela expansão urbana sobre áreas naturais.
Na região de Pelotas, foram 24 ocorrências em outubro, 33 em novembro e 55 em dezembro, o que representa um aumento superior a 129% no período. Apenas nos primeiros 12 dias de janeiro, outras 18 chamadas já haviam sido registradas.
Em Rio Grande, o crescimento foi ainda mais acentuado. O município contabilizou 22 casos em outubro, 72 em novembro e 135 em dezembro, um salto superior a 500%. Em janeiro, até o momento, já são 31 atendimentos.
Segundo apicultores, esse comportamento é típico da primavera e do início do verão, quando as abelhas entram em uma fase intensa de reprodução e divisão das colmeias para garantir estoque de mel para os períodos com menos flores. Com o aumento da população dentro da colmeia, os enxames se dividem em dois ou três grupos, que saem em busca de novos locais para se instalarem.
A apicultura Eliana Marthe explica que a urbanização também contribui para a presença crescente de abelhas em áreas residenciais.
— A cidade está crescendo muito. Muitas áreas que antes eram mata e habitat natural das abelhas foram ocupadas. Elas estão ficando cada vez mais sem espaço e acabam indo para as casas — afirma.

O que fazer se encontrar um enxame?
De acordo com o Corpo de Bombeiros, ao encontrar um enxame, a população deve ligar para o 193. Em situações de risco à vida, os insetos podem ser eliminados. Nos demais casos, são acionados apicultores parceiros, que fazem a retirada segura e encaminham as abelhas para apiários.
Esse processo gera um custo ao morador, que de acordo com a apicultura, fica em torno de R$ 150 a R$ 300. O valor é utilizado para o deslocamento das equipes, contratação de andaime — quando necessário — e para garantir os equipamentos para fazer o transporte dos animais.

Eliana também alerta que determinados comportamentos podem estressar os insetos e provocar ataques.
— Barulho, movimentos bruscos e gritaria deixam as abelhas agitadas. No verão, com corte de grama e poda de árvores, isso é ainda mais comum, porque elas já se instalaram ali e se sentem ameaçadas — explica.
A expectativa dos Bombeiros é que os números comecem a cair nas próximas semanas. Historicamente, os registros diminuem a partir de fevereiro, quando as colmeias concluem o processo de divisão e estabilizam sua população.
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